Entre 6 e 10 de julho, Três Lagoas, no interior de Mato Grosso do Sul, promove uma ação concentrada para acelerar o atendimento de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). No período, a Prefeitura estima ofertar cerca de 15 mil consultas, exames e procedimentos especializados no Sindicato Rural, localizado no Parque de Exposições da cidade. A iniciativa, apresentada pelo prefeito Cassiano Maia como o maior mutirão de saúde já realizado no município, busca diminuir filas de espera acumuladas nos últimos anos e facilitar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade.
O planejamento foi conduzido pela equipe de Regulação Ambulatorial da Secretaria Municipal de Saúde. O ponto de partida do trabalho foi um levantamento dos pacientes que já possuem encaminhamento médico e aguardam vaga na rede pública. Com base nesses dados, a pasta elaborou a lista de especialidades prioritárias, dimensionou a estrutura necessária e definiu o fluxo de atendimento para cada dia da ação.
A programação inclui consultas com especialistas, exames de imagem e de diagnóstico cardiológico, neurológico, vascular e oftalmológico, além de tomografias computadorizadas. Também haverá procedimentos direcionados à saúde da mulher e do homem, como avaliações ginecológicas, urológicas e rastreamento de câncer. O objetivo central é viabilizar diagnósticos mais rápidos, iniciar tratamentos o quanto antes e, consequentemente, reduzir a sobrecarga da rede de atenção básica e dos serviços de urgência.
Para acomodar o grande volume de usuários, o Sindicato Rural receberá uma estrutura temporária com consultórios, salas de exame, carretas equipadas para procedimentos específicos, área de recepção, suporte logístico e postos de triagem. Equipes multiprofissionais, formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, biomédicos e profissionais administrativos, atuarão em escalas para garantir o funcionamento ininterrupto das atividades durante os cinco dias.
De acordo com a administração municipal, o mutirão demandou um planejamento financeiro considerado estratégico. Além da logística local, a Secretaria de Saúde mobilizou recursos para contratação de prestadores de serviço, aquisição de insumos e uso de equipamentos de diagnóstico por imagem. A ação também conta com a participação de instituições parceiras, responsáveis por parte dos profissionais e pela disponibilização de unidades móveis especializadas.
Ao anunciar a iniciativa, o prefeito Cassiano Maia ressaltou que o evento integra um conjunto de medidas voltadas a ampliar a oferta de serviços especializados no município. Somando o mutirão a outras agendas já programadas para o segundo semestre, a gestão prevê alcançar aproximadamente 21 mil procedimentos até o fim do ano. A meta, segundo o Executivo, é reduzir de forma significativa ou zerar as filas em diferentes especialidades médicas.
Para os pacientes, o processo de participação no mutirão seguirá as etapas padronizadas pelo SUS. Aqueles que estão na lista de espera receberão contato direto da Regulação Ambulatorial, com orientações sobre data, horário e documentação necessária para o atendimento. Caso existam vagas remanescentes, elas serão preenchidas a partir da ordem de entrada dos encaminhamentos registrados no sistema municipal.
A Secretaria de Saúde informou que adotará protocolos específicos de acolhimento e de segurança sanitária. Haverá pontos de higienização, controle de fluxo para evitar aglomerações e disponibilidade de servidores para orientar os pacientes sobre a localização dos serviços dentro do espaço. O setor de transporte da prefeitura também apoiará o deslocamento de moradores de bairros mais afastados, garantindo que nenhum usuário deixe de comparecer por falta de condução.
O cronograma detalhado das especialidades oferecidas em cada dia do mutirão será divulgado com antecedência nos canais oficiais do município e nas unidades da rede básica de saúde. A divulgação antecipada, segundo a pasta, visa facilitar o planejamento dos usuários e das equipes, além de minimizar a possibilidade de ausência aos agendamentos.
Na avaliação da administração municipal, o mutirão representa uma resposta concreta à demanda reprimida por consultas e exames de especialidade, problema que se agravou durante a pandemia de covid-19 e ainda repercute no sistema público local. Ao concentrar grande volume de atendimentos em curto prazo, a gestão espera liberar a fila de espera para que novos encaminhamentos possam ser incluídos em tempo adequado, reduzindo a distância entre a identificação de um problema de saúde e o início do tratamento correspondente.
Concluída a etapa de cinco dias, os resultados serão compilados pela Regulação Ambulatorial para mensurar o impacto da ação sobre a fila atual. Os indicadores coletados, como tempo médio de espera por especialidade e número de procedimentos concluídos, servirão de base para ajustes em futuros programas de força-tarefa ou para a adoção de agendas permanentes voltadas a suprir carências específicas da população.








