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Juliano Wertheimer assume presidência da Fecomércio-MS e traça metas para o quadriênio 2026-2030

O empresário Juliano Wertheimer foi empossado, nesta terça-feira (16), como presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS). O termo de posse foi assinado durante reunião com o Conselho da entidade, definindo quem comandará a federação no período de 2026 a 2030.

Com a mudança, a instituição inicia um ciclo de planejamento voltado a fortalecer a competitividade das empresas de comércio, serviços e turismo diante da expansão econômica do Estado. Logo após a formalização, Wertheimer adotou discurso técnico e apresentou as linhas gerais que nortearão o próximo mandato. A proposta central é estabelecer canais permanentes de diálogo com empresários e sindicatos para identificar gargalos logísticos e operacionais que impactam diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

Segundo o novo presidente, a primeira etapa do trabalho será mapear necessidades específicas dos segmentos representados, a fim de reunir subsídios para ações focadas em infraestrutura, qualificação de mão de obra e integração de cadeias produtivas. A federação pretende usar o levantamento para propor soluções que possam ser implementadas tanto pela iniciativa privada quanto pelo poder público.

Uma das prioridades anunciadas é a interiorização das atividades institucionais. Atualmente, a maior parte dos serviços de apoio empresarial concentra-se na capital, Campo Grande. A gestão que assume planeja intensificar a presença em municípios do interior, aproximando-se de sindicatos locais para ampliar o alcance de consultorias, cursos e pesquisas econômicas. O objetivo é oferecer atendimento descentralizado, capaz de atender pequenas e médias empresas que, muitas vezes, não conseguem acessar as estruturas disponíveis na sede da federação.

Para estruturar a interiorização, a Fecomércio-MS pretende utilizar a capilaridade de seus sindicatos filiados. Cada entidade de base deverá colaborar na identificação de demandas regionais e na divulgação de programas de qualificação profissional. A federação avalia que o conhecimento detalhado das realidades locais permitirá direcionar recursos de maneira mais eficiente e ampliar a competitividade dos negócios.

O planejamento também prevê a modernização da oferta de soluções corporativas. A nova administração negocia a implantação de ferramentas tecnológicas que viabilizem gestão financeira integrada, automação de processos e análise de dados de mercado para empresas do comércio e serviços. A expectativa é que a digitalização contribua para o aumento da produtividade, redução de custos operacionais e atração de investimentos para o Estado.

Outro ponto destacado por Wertheimer é a integração do fluxo de caixa e das ações conjuntas entre Fecomércio-MS, Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF). A proposta é otimizar o uso dos recursos do Sistema Comércio, evitando sobreposição de iniciativas e ampliando o número de beneficiários dos programas de qualificação e das pesquisas econômicas.

Com o Senac, a federação pretende expandir a oferta de cursos focados em competências digitais, gestão de pessoas e atendimento ao cliente, consideradas áreas estratégicas para o varejo contemporâneo. Já o Sesc deve intensificar ações voltadas ao bem-estar dos trabalhadores do setor, enquanto o IPF ficará responsável por levantar indicadores que auxiliem na tomada de decisões empresariais.

A Fecomércio-MS atua como principal representante sindical do comércio, serviços e turismo no Estado, articulando junto aos poderes públicos medidas de estímulo à livre iniciativa e ao desenvolvimento do mercado privado. A entidade também participa de fóruns de discussão sobre infraestrutura logística, políticas tributárias e programas de incentivo à formalização de empresas.

Em um cenário de crescimento da economia sul-mato-grossense, a nova gestão encara o desafio de alinhar as demandas de empresários a mudanças estruturais necessárias para sustentar a expansão. A federação considera que a parceria com governos municipais e estadual será fundamental para viabilizar projetos em áreas como transporte, energia e qualificação profissional.

Embora o mandato se estenda de 2026 a 2030, Wertheimer ressaltou que algumas ações já podem ser iniciadas de imediato, aproveitando o período de transição interna para ajustes operacionais. A entidade prevê avaliar, nos próximos meses, métricas de desempenho dos serviços atuais, prioridade que servirá de base para o desenho do orçamento dos quatro anos de gestão.

Com a posse consolidada, a Fecomércio-MS passa agora a trabalhar na execução do cronograma delineado, que inclui reuniões técnicas com sindicatos, formulação de projetos piloto no interior e elaboração de propostas de integração dos sistemas financeiros das unidades vinculadas. A direção da federação afirma que os resultados serão acompanhados por relatórios periódicos, a fim de garantir transparência e adequação às metas estabelecidas para o quadriênio.

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