Um homem identificado como Jhony Wesley Faria da Silva, 32 anos, morreu na tarde de sexta-feira (19) depois de um confronto com policiais militares da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A ocorrência foi registrada como homicídio decorrente de intervenção legal, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública.
De acordo com o boletim policial, a ação fez parte de uma série de operações conjuntas das polícias Militar e Civil voltadas a conter o avanço de facções criminosas, responsáveis por homicídios e ataques armados recentes no município. O patrulhamento se concentrava no Bairro Jardim Carandá, onde integrantes desses grupos estariam utilizando um clube como ponto de apoio logístico.
Por volta da metade da tarde, a equipe da Força Tática percorria a Rua Milton César Batista Damasceno quando avistou um homem saindo do imóvel indicado nas denúncias. O suspeito carregava uma sacola plástica e exibia um volume considerado suspeito na altura da cintura. Ao notar a aproximação da viatura, ele teria demonstrado nervosismo, tentou fechar rapidamente o portão da residência e arremessou a sacola ao solo.
Segundo o relato dos policiais, foi emitida ordem de parada, que não foi atendida. O homem correu para o interior do imóvel. Os militares ergueram o portão para continuar a abordagem e, nesse momento, o suspeito teria sacado um revólver calibre .38, apontando a arma em direção à guarnição.
Frente à ameaça observada, os integrantes da Força Tática efetuaram disparos para neutralizar a ação. O homem foi atingido, desarmado e, em seguida, socorrido pelos próprios policiais, que o conduziram ao Hospital Auxiliadora. Conforme informado pela equipe médica de plantão, Jhony Wesley Faria da Silva não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento de emergência.
A Polícia Científica foi acionada para realizar perícia no local do confronto. Durante os levantamentos, os peritos recolheram dois revólveres calibre .38 e 49 munições intactas do mesmo calibre. Um dos armamentos estava na posse direta do suspeito no momento em que ele apontou a arma para os policiais; o segundo revólver foi localizado dentro da sacola dispensada antes da fuga.
A ocorrência reforça a intensificação das ações de segurança em Três Lagoas. Nas últimas semanas, a cidade registrou aumento de crimes atribuídos a disputas entre facções, incluindo homicídios e disparos contra residências. Para conter a escalada de violência, Força Tática, Polícia Civil e demais unidades vêm executando mandados de busca, monitorando locais considerados estratégicos e realizando patrulhamentos ostensivos em bairros apontados como áreas de risco.
Segundo o registro oficial, o caso será investigado pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do confronto e verificar eventual participação do suspeito nos crimes que motivaram as diligências. Também serão analisadas imagens de câmeras de segurança nas proximidades, depoimentos dos policiais envolvidos e o resultado da perícia balística nas armas apreendidas.
O corpo de Jhony Wesley Faria da Silva passará por exame necroscópico no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) antes de ser liberado para a família. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre antecedentes criminais do suspeito nem sobre o proprietário do imóvel utilizado como suposto ponto de apoio.
As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e da Seção de Investigações Gerais (SIG) de Três Lagoas, com apoio da inteligência da Polícia Militar. A prioridade é determinar a origem das armas, identificar outros possíveis envolvidos e reunir elementos que permitam mapear a atuação das facções na cidade.
Ao término da apuração, o inquérito deverá ser encaminhado ao Ministério Público Estadual, que decidirá sobre eventuais desdobramentos judiciais. Enquanto isso, as forças de segurança mantêm o reforço no patrulhamento ostensivo, especialmente em pontos já mapeados como áreas de influência de grupos criminosos.









