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Câmara de Campo Grande decreta luto oficial e suspende sessão após mortes de Marcelo Miranda e Grazielle Machado

A Câmara Municipal de Campo Grande decretou luto oficial de três dias e cancelou a sessão ordinária prevista para esta quinta-feira (25) em razão das mortes do ex-governador e ex-prefeito Marcelo Miranda Soares e da ex-vereadora e ex-deputada estadual Grazielle Machado. O ato foi publicado na quarta-feira (24) e assinado pelo presidente da Casa, vereador Papy (PSDB), que determinou o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Mato Grosso do Sul e do município a meio-mastro durante todo o período de luto.

No documento, o Legislativo municipal ressalta a contribuição de ambos os líderes para o desenvolvimento político e institucional de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. A suspensão da sessão foi definida como sinal de respeito às famílias, amigos e à trajetória dos dois ex-parlamentares, cujas carreiras estão diretamente ligadas à consolidação de políticas públicas no Estado.

Marcelo Miranda Soares, natural de Uberaba (MG), iniciou a carreira pública na década de 1970. Engenheiro civil, administrador público e pecuarista, elegeu-se prefeito de Campo Grande em 1976, exercendo o mandato de 1977 a 1979. Em seguida, assumiu o governo de Mato Grosso do Sul, criado oficialmente em 1977 após a divisão do antigo Mato Grosso, participando do processo de estruturação administrativa do novo ente federativo.

Entre 1983 e 1987, Miranda ocupou cadeira no Senado Federal, período que antecedeu sua volta ao Palácio Paiaguás. Nas eleições de 1986, tornou-se o primeiro governador sul-mato-grossense escolhido por voto direto após a redemocratização do país. Permaneceu no cargo até 1991, conduzindo ações de infraestrutura e definindo bases para a organização político-administrativa do Estado. Seu histórico também inclui participação em projetos de desenvolvimento agropecuário e em iniciativas de integração regional.

Grazielle Machado, publicitária e professora, iniciou a carreira política em Campo Grande. Eleita vereadora em 2004, cumpriu três mandatos consecutivos entre 2005 e 2016. Durante esse período, foi primeira-secretária da Câmara e colaborou para a criação da Escola do Legislativo, programa voltado à capacitação de servidores e ao fortalecimento da relação entre o parlamento e a sociedade.

Em 2014, conquistou vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, tornando-se, à época, a mulher mais votada da história do Estado. Como deputada, apresentou proposições ligadas a saúde pública, educação e transparência administrativa. Depois de deixar o parlamento, passou a integrar a equipe da Casa Civil do Governo do Estado, função que exercia até o falecimento.

Durante o período de luto oficial, repartições públicas estaduais e municipais, além de órgãos ligados ao Legislativo, programam atos simbólicos em homenagem aos ex-mandatários. A Câmara informou que novas datas para a pauta suspensa serão divulgadas posteriormente, sem impacto no calendário legislativo anual.

Em nota, o Legislativo manifestou solidariedade aos parentes e enalteceu os legados de Marcelo Miranda e Grazielle Machado, apontando que as trajetórias de ambos permanecem como referência no cenário político de Mato Grosso do Sul.

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