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Pesquisa do Procon revela variação de até 14,32% no preço dos combustíveis em Campo Grande

Levantamento feito pelo Procon Mato Grosso do Sul identificou diferenças expressivas nos valores cobrados pelos combustíveis em Campo Grande. A pesquisa, realizada em 35 postos localizados nas sete regiões administrativas da capital, apontou variação máxima de 14,32% entre os estabelecimentos.

Preços médios encontrados

De acordo com os dados divulgados, o litro da gasolina comum foi comercializado, em média, por R$ 6,40 no pagamento à vista. Para o diesel, o estudo separou duas modalidades: o S500 apresentou média de R$ 6,69 por litro, enquanto o diesel S10 registrou média de R$ 6,97.

GNV apresenta maior oscilação

A maior diferença apurada ocorreu no Gás Natural Veicular. No Centro, o preço do metro cúbico do GNV variou 14,32% entre o posto mais caro e o mais barato. O percentual representa a distância mais ampla observada pelo Procon em todo o levantamento e evidencia a necessidade de comparação de preços por parte dos consumidores que utilizam o combustível.

Efeito da forma de pagamento no etanol

No caso do etanol, o destaque foi para a região do Anhanduizinho. Considerando pagamentos com cartão de crédito, a pesquisa encontrou oscilação de 13,67%. Para um tanque de 50 litros, a diferença pode gerar economia de até R$ 27 quando o motorista opta pelo posto com menor valor. O resultado reforça a influência da modalidade de pagamento na decisão sobre onde abastecer.

Gasolina mantém estabilidade

Entre todos os combustíveis avaliados, a gasolina comum apresentou o comportamento mais estável. Na região do Bandeira, a variação na cobrança com cartão de crédito foi de apenas 1,83%. Mesmo com pequenas flutuações em outras áreas, a estabilidade do produto contrasta com as discrepâncias verificadas nos demais combustíveis.

Comparativo com o mês de maio

O Procon também comparou os preços atuais com os verificados em maio. No intervalo de um mês, o etanol mostrou redução relevante. O maior preço cobrado na região do Bandeira caiu 9,11%, recuando de R$ 4,39 para R$ 3,99 por litro.

O diesel seguiu tendência semelhante. Para o diesel S10, a queda mais expressiva ocorreu no Bandeira, onde o valor máximo cedeu 9,10%, chegando a R$ 6,99. No caso do diesel S500, o decréscimo foi de 6,95% no Anhanduizinho, com o preço mais alto passando de R$ 7,19 para R$ 6,69.

Gasolina tem movimento distinto no período

Em contraste com etanol e diesel, a gasolina apresentou leve alta em alguns pontos. No Centro, o maior preço à vista subiu 2,5% e alcançou R$ 6,55 por litro. Por outro lado, no Anhanduizinho, o menor preço à vista registrou recuo discreto de 0,32%, sendo vendido a R$ 6,25.

Metodologia da pesquisa

Para chegar aos resultados, fiscais do Procon visitaram 35 postos espalhados pelas regiões Centro, Anhanduizinho, Bandeira, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo. Foram coletados valores praticados no pagamento à vista e no cartão de crédito, permitindo identificar a influência das formas de quitação sobre as variações.

Impacto para o consumidor

As diferenças apontadas pelo estudo evidenciam a possibilidade de economia significativa para quem pesquisa antes de abastecer. No etanol, por exemplo, um motorista que enche o tanque com 50 litros na bomba mais barata pode poupar montante suficiente para cobrir parte de despesas adicionais, como manutenção ou pedágios. Já no GNV, a disparidade superior a 14% reforça a importância de acompanhamento constante, sobretudo para frotas que utilizam o gás como principal combustível.

Ao divulgar os números, o Procon alerta para a necessidade de o consumidor verificar não apenas o valor final, mas também as condições de pagamento oferecidas por cada estabelecimento. A prática de comparar preços segue sendo a principal estratégia para minimizar custos diante das variações observadas no mercado de combustíveis em Campo Grande.

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