O projeto “Barrancas – Vozes do Rio Paraná” tem como objetivo resgatar histórias antigas do Rio Paraná e transformá‑las em um espetáculo teatral coletivo, com início previsto para o sábado, 22 de agosto, na Biblioteca Municipal de Aparecida do Taboado.
Segundo o artista, produtor e diretor Giulliano Stuchi, a oficina pretende abordar o período em que as águas do rio subiram, atingindo áreas onde moravam moradores e forçando muitas famílias a deixarem suas terras. A montagem também incorporará elementos do folclore e da cultura local.
A proposta de linguagem vai além do teatro convencional, reunindo técnicas de teatro de rua, bonecos de vara, artes plásticas, figurinos feitos com materiais recicláveis, dança, música, elementos circenses e outros recursos cênicos. Um dos momentos do espetáculo será uma representação lúdica de Nossa Senhora de Aparecida chegando pelas águas até as mãos de um ribeirinho, contextualizando a narrativa das famílias que perderam suas terras.
A oficina é aberta a todas as idades, sem exigência de experiência prévia em teatro. Destinada a pessoas a partir dos seis anos, a iniciativa visa reunir crianças, adolescentes, adultos e idosos em um processo de criação que inclui expressão corporal, canto, dança, improvisação e interação.
Além da preparação para o espetáculo, Giulliano destaca que as técnicas teatrais podem contribuir para o desenvolvimento pessoal, melhorando comunicação, articulação, respiração, expressão corporal e confiança ao falar em público. Para crianças, a atividade estimula convivência, respeito ao próximo e trabalho coletivo; para adolescentes e adultos, pode reduzir a timidez e proporcionar momentos de descontração.
O espetáculo será apresentado no fim do ano, com a intenção de levar a produção para um espaço público, envolvendo a comunidade e utilizando os próprios moradores como protagonistas. A oficina, que se estenderá pelos próximos meses, oferece 30 vagas gratuitas, sem cobrança por participação, figurinos ou materiais.
As inscrições são feitas na Biblioteca Municipal, onde os interessados devem deixar o nome e preencher a ficha de inscrição. Os encontros ocorrerão aos sábados, a partir das 13h, na sala Eleonora.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com a área municipal de Cultura e conta com recursos da Lei Aldir Blanc, dentro das políticas de incentivo e democratização do acesso à cultura. Giulliano Stuchi, com cerca de três décadas de atuação artística, também mencionou a personagem Vó Maria, que interpreta há 26 anos e já foi usada em ações de conscientização nas áreas de saúde, educação e prevenção à violência.







