Henrique de Medeiros, publicitário e jornalista com mais de 40 anos na comunicação, defende que a criatividade continua sendo a base da publicidade, apesar das mudanças tecnológicas.
Em entrevista ao RCN MOB Publi, em Campo Grande, ele relembrou sua carreira iniciada no Rio de Janeiro, onde estudou e trabalhou em veículos e editoras, antes de se mudar para Mato Grosso do Sul, onde fundou a agência Slogan.
Henrique afirma que, embora ferramentas e formatos mudem, a necessidade de compreender as pessoas permanece central em qualquer estratégia. A única coisa que você deve manter eternamente na publicidade é a criatividade, disse.
Ele destacou a importância de adaptar campanhas ao contexto regional, citando diferenças culturais entre Bahia, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará e Mato Grosso do Sul. Para campanhas nacionais, conceitos mais amplos podem ser usados, mas na região a linguagem local deve ser considerada.
Henrique observa que grandes contas nacionais se concentraram em agências de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, enquanto agências regionais atendem clientes de estados vizinhos, mas campanhas de alcance nacional tendem a ser gerenciadas por grandes estruturas.
Sobre a pandemia, ele apontou que o Covid-19 acelerou a transformação digital, alterando delivery, consumo e uso de tecnologias. Estamos em um momento de transformação, acrescentou.
Em relação à separação entre mídia online e offline, Henrique acredita que essa divisão perdeu sentido, pois os meios tradicionais ainda têm relevância, especialmente rádio e televisão no interior. A rádio tem uma importância muito grande e continua tendo, especialmente no interior, afirmou. Não existe tanto isso de online e offline. É uma vida só, uma linha só.
Por fim, ele lembra que novas tecnologias podem surgir e mudar o conjunto de canais, mas a criatividade, a observação das transformações e o trabalho em equipe continuam determinantes para a relevância das marcas.








