O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Mato Grosso do Sul iniciou os preparativos para o primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (4). O estado mobilizará 3,5 mil agentes das forças de segurança para garantir a ordem pública e a segurança da população nos locais de votação e em pontos estratégicos.
A estrutura operacional reúne a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Científica. O CICC atua desde 2022 na coordenação de operações durante eventos de grande porte, e o planejamento desta operação começou cerca de um mês antes da votação.
Reforço no interior e fronteira
A partir das 6h30 de domingo, o CICC ampliará o efetivo para monitorar e coordenar as ações em campo. Os agentes estarão distribuídos entre delegacias, quartéis do Corpo de Bombeiros, centrais de atendimento do 190, rodovias estaduais e outros pontos de atuação. A Polícia Civil terá atuação reforçada no interior do estado.
Segundo Ivan Barrera, diretor do Departamento de Polícia Especializada, 600 policiais civis e 160 viaturas estarão em operação. Além disso, 28 equipes foram deslocadas para municípios do interior, com destaque para a região de fronteira. O objetivo é atuar de forma supletiva nas cidades onde não há delegacia da Polícia Federal.
Na Capital, as equipes estarão posicionadas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no CICC e nas oito zonas eleitorais para apoiar os juízes eleitorais. A operação também contará com três aeronaves, que poderão ser utilizadas em ocorrências de maior gravidade, em locais de difícil acesso ou em situações relacionadas às condições meteorológicas. As aeronaves ficarão à disposição do TRE para eventual remoção ou substituição emergencial de urnas.
Atenção a crimes e clima
Além do policiamento preventivo, as forças de segurança monitorarão crimes eleitorais, como boca de urna, derramamento de santinhos, compra de votos e uniformização. O secretário-executivo de Segurança Pública, Coronel Wagner Ferreira, afirmou que esses registros vêm diminuindo no estado, mas continuam entre os pontos de atenção para o pleito de 2026.
As condições climáticas também são um ponto crítico. O Corpo de Bombeiros mantém atenção aos alertas meteorológicos e estará preparado para prestar apoio em eventuais ocorrências, inclusive em situações que possam dificultar o acesso a determinadas regiões. A Polícia Militar Rodoviária Estadual terá reforço nas estradas estaduais para garantir a fluidez e a segurança no trânsito.
Outra preocupação é com furtos e violência doméstica. A concentração de pessoas e veículos nos centros urbanos aumenta o risco de furtos no entorno das seções eleitorais. Registros de eleições anteriores indicam que casos de violência doméstica ocorrem em um raio de aproximadamente 100 a 150 metros dos locais de votação.
A subcomandante-geral da Polícia Militar, Coronel Neide Nunes Barbosa, destacou que a violência doméstica e o assédio sexual são ocorrências intensas no estado. O crime costuma acontecer próximo às residências ou em vias que ficam mais movimentadas durante o período eleitoral. As equipes de segurança manterão contato com outros órgãos para acompanhar possíveis ocorrências em tempo real.
Campo Grande e a região metropolitana concentram atenção especial devido à quantidade de eleitores, que corresponde a 31% do total do estado. Dourados e municípios da região sul também estarão entre as áreas monitoradas de forma mais intensa, pois análises de pleitos anteriores apontam registros acima da média nessas localidades.
Para as eleições de 2026, não haverá Lei Seca, assim como ocorreu no pleito de 2024. Wagner Ferreira esclareceu que a ausência da medida não altera a atuação policial diante de situações de embriaguez. A Lei Seca proibia a venda de bebidas alcoólicas, mas não o consumo. O cidadão não pode estar embriagado na sessão eleitoral nem causar tumulto no local. A população poderá comunicar ocorrências pelo 190, que terá equipes reforçadas durante todo o dia de votação.








