Lucas Cardoso não planejou seguir a biomedicina, mas encontrou na área uma vocação ligada ao cuidado com a vida. A trajetória foi revelada no quadro Lado B, do programa TVC Agora, exibido pela TVC HD Canal 13.1. Além da rotina profissional, ele compartilhou como o tênis, esporte que pratica há cerca de um ano, se tornou parte essencial de seu equilíbrio pessoal.
A escolha da carreira começou longe dos laboratórios. Antes de se decidir, Lucas considerava áreas como publicidade, artes cênicas e jornalismo. Ele também iniciou o caminho pela educação física, mas uma mudança no primeiro dia de aula abriu a possibilidade de trocar de curso sem precisar realizar novo vestibular.
Foi nesse momento que a amiga Cintia informou que faria biomedicina. Lucas admitiu que não sabia exatamente do que se tratava, mas decidiu acompanhar a colega para experimentar a nova área.
“Eu não sei o que é isso, mas pelo menos eu te conheço. Vou fazer isso com você. Se eu gostar, eu continuo, se eu não gostar, eu saio fora”, contou o biomédico.
No primeiro ano, Lucas disse que ainda se sentia perdido e sem compreender totalmente a profissão. A virada ocorreu quando iniciaram as aulas práticas, envolvendo coleta de sangue, exames e atividades de laboratório. A partir dali, a biomedicina ganhou sentido e se consolidou como seu caminho profissional.
Responsabilidade no diagnóstico
Para Lucas, o trabalho do biomédico vai além da execução técnica de exames. Ele destacou que, por trás dos números e laudos, existem pacientes e decisões cruciais para o diagnóstico e tratamento. O profissional trabalha com exames laboratoriais e reforça que a responsabilidade é central na atuação.
Segundo ele, o biomédico tem papel fundamental no apoio ao diagnóstico, atuando em conjunto com o médico. É necessário agir com ética, atenção e compromisso.
“Ser biomédico não é só estar dentro de um laboratório, não é só fazer o exame. O biomédico é um profissional que está a serviço da saúde”, explicou.
Olhando para trás, Lucas afirma que talvez as primeiras escolhas que imaginava não tivessem dado certo. A biomedicina, mesmo sem ter sido planejada, acabou se tornando a profissão que ele abraçou.
Tênis como refúgio mental
Fora do laboratório, Lucas encontrou nas raquetes uma forma de se desafiar e aliviar a rotina. Ele contou que sempre gostou de tênis, mas, na infância, praticava tênis de mesa porque não havia acesso ao esporte onde morava. Chegou a disputar torneios nessa modalidade e acompanhava nomes como Federer, Nadal e Guga.
Quando encontrou aulas de tênis na cidade onde passou a morar, Lucas decidiu procurar o professor Paulinho e começar a praticar. Hoje, ele joga há cerca de um ano, mas já tinha uma trajetória no esporte: foram 12 anos no vôlei e quatro anos no beach tennis.
Apesar do lado competitivo, o tênis virou principalmente um espaço de distração. Para Lucas, o esporte exige controle mental porque coloca o jogador sozinho diante do adversário, com a obrigação de lidar com os próprios erros e decisões.
“Venho, distraio, porque o tênis é muito mente, muito psicológico. É só você e o adversário”, resumiu.
No bate-bola do Lado B, Lucas escolheu concentração em vez de competitividade. Ele disse preferir partidas disputadas, daquelas difíceis de vencer e que, no fim, dão a sensação de que o esforço valeu a pena.
Ele também citou o beach tennis como hobby além do tênis e definiu-se como uma pessoa leve. Lucas reconheceu que a autocobrança é um ponto que tenta melhorar. Entre os planos para o futuro, revelou o desejo de empreender e ter o próprio negócio.







