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Adolescente de 15 anos é ferida a faca por ex-companheiro em Paranaíba

Nenhum dos envolvidos apresentava outras lesões aparentes durante o atendimento - Foto/arquivo

Uma adolescente de 15 anos sofreu uma lesão no braço esquerdo após ser atingida por uma faca durante uma discussão com seu ex-companheiro, de 25 anos, na madrugada de domingo (30), em Paranaíba. O incidente ocorreu em uma residência no bairro Santo Antônio e resultou na abertura de inquérito por tentativa de lesão corporal dolosa, ameaça e descumprimento de medida protetiva.

Relato da vítima

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima e o suspeito mantinham um relacionamento do qual nasceu um filho de seis meses. Eles haviam se encontrado durante a noite e retornaram à casa, onde a adolescente estava acompanhada de uma amiga e outras pessoas. O homem voltou ao local e iniciou uma discussão motivada por ciúmes, ameaçando a jovem de morte.

Ao saber que a adolescente pretendia sair para um estabelecimento comercial, o suspeito teria dito: “Se você não for minha, não será de mais ninguém”. Em seguida, utilizou uma faca para desferir golpes, atingindo o braço esquerdo da vítima, que começou a gritar por socorro.

Intervenção e fuga

Uma mulher que estava no imóvel acordou com os pedidos de ajuda e encontrou a adolescente já ferida. A testemunha segurou o suspeito, permitindo que a vítima fugisse em direção à Praça Poliesportiva do bairro. O homem perseguiu a adolescente até as proximidades da praça, mas ao perceber a chegada da Polícia Militar, dispensou a faca e deixou o local.

A equipe policial realizou buscas nas imediações, mas não localizou o suspeito. Durante as diligências, os agentes encontraram a arma branca abandonada na praça. O objeto, descrito como uma faca sem cabo com aproximadamente 22 centímetros, foi apreendido.

Medida protetiva ignorada

A adolescente foi levada à Delegacia de Polícia Civil para registro da ocorrência. Ela recusou atendimento médico na Santa Casa, alegando que o ferimento era superficial, mas os agentes constataram a lesão no local. A testemunha informou que existia uma medida protetiva de urgência contra o homem, que continuava mantendo contato com a vítima e frequentando a residência.

A mãe da adolescente confirmou a existência da medida protetiva em vigor, embora a jovem não tenha apresentado uma cópia do documento no momento. Nenhum dos envolvidos apresentava outras lesões aparentes durante o atendimento policial.

O suspeito segue foragido. As circunstâncias do ataque, as ameaças relatadas e o possível descumprimento da medida protetiva serão apurados pela Polícia Civil. A investigação busca esclarecer a dinâmica dos fatos e garantir a segurança da vítima.