Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas – Projetos, encomendado pela própria Airbnb, revelou que o aluguel por temporada movimentou R$ 113,2 bilhões na economia brasileira ao longo de 2025. A pesquisa mensurou os reflexos econômicos diretos e indiretos da operação em todo o país.
Do total, R$ 62,8 bilhões correspondem ao Produto Interno Bruto, e a atividade sustentou 703,9 mil postos de trabalho, considerando tanto vagas diretamente vinculadas às hospedagens quanto aquelas geradas nas cadeias de suprimentos e serviços associados.
Impacto econômico
O volume registrado representa expansão de 13,4% em relação a 2024. Segundo o estudo, a cadeia de locações temporárias gerou R$ 31,7 bilhões em renda para famílias e recolheu R$ 9 bilhões em impostos diretos.
O relatório destaca um efeito multiplicador: a cada R$ 10 gastos em diárias na plataforma, outros R$ 45,48 circulam no comércio e nos serviços locais. Esse consumo adicional beneficia principalmente bares e restaurantes, postos de combustível, transportes por aplicativo, além de atrações de lazer e comércio varejista, ampliando a receita de pequenos negócios nas cidades visitadas.
Distribuição regional
Embora o Sudeste concentre 54,3% da movimentação, o estudo indica que cidades de pequeno e médio porte, onde a hotelaria tradicional é escassa, têm absorvido grande parte dos turistas, tornando a oferta de casas e apartamentos particulares a principal via de hospedagem. No Centro‑Oeste, o segmento representou 4,8% do total nacional, com destaque para o crescimento em Brasília, que registrou aumento significativo de reservas.
O rápido avanço do mercado de locações curtas ocorre em meio a discussões intensas no setor imobiliário e hoteleiro, que cobram regras claras e isonomia tributária diante do impacto na oferta de habitação residencial. Analistas apontam que o cenário deve permanecer dinâmico, pressionando legisladores a definir marcos regulatórios mais consistentes e a garantir concorrência leal entre hotéis e locadores particulares.







