Entre 28 de julho e 7 de agosto, Campo Grande receberá o Projeto Templum, iniciativa que disponibiliza sete oficinas gratuitas direcionadas à conservação, preservação e restauração de bens culturais. O conjunto de atividades, financiado pelo Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC), será realizado em dois locais: Casa da Cultura e Unigran Capital.
O programa foi estruturado para estudantes, profissionais e demais interessados em atuar no campo do patrimônio histórico. Cada oficina terá carga horária total de 20 horas, distribuídas em 12 horas presenciais e oito horas de atividades teóricas orientadas. O objetivo central é contribuir para a formação técnica de novos agentes culturais e fortalecer ações voltadas à proteção do acervo histórico e artístico de Mato Grosso do Sul.
A agenda tem início nos dias 28 e 29 de julho com a oficina História da Arte, Arte Brasileira e Cultura Sul-Mato-Grossense, conduzida pelo museólogo, restaurador e pesquisador Caciano Lima. O mesmo especialista também ministrará, em 29 e 30 de julho, o curso Introdução à Museologia e à Conservação, Preservação e Restauro de Bens Culturais.
Outra atividade sob responsabilidade de Caciano Lima será a oficina Conservação e Preservação de Objetos Pictóricos, programada para 31 de julho e 1º de agosto. O conteúdo abordará procedimentos básicos de preservação de pinturas, incluindo identificação de suportes, análise de materiais constituintes e orientações de acondicionamento.
A arquiteta especialista em conservação e restauro Claudia La Picirelli ficará à frente de dois cursos. De 28 a 31 de julho, ela apresentará a oficina Prospecção Pictórica e Projetos de Pinturas em Fachadas de Prédios Históricos, focada em técnicas de levantamento de camadas de tinta e planejamento de intervenções cromáticas. Em 5 a 7 de agosto, ministra a oficina Canteiro de Obras em Projetos de Restauro de Bens Arquitetônicos, que detalha rotinas de canteiro, métodos de intervenção e normas aplicáveis a edificações tombadas.
Complementando a programação, a arquiteta e urbanista Vivianne Maria de Freitas conduzirá, nos dias 3 e 4 de agosto, a oficina Elaboração de Projetos Executivos de Restauro. O conteúdo abarcará etapas de pesquisa histórica, levantamentos técnicos, orçamentação e elaboração de documentos exigidos para aprovação em órgãos de patrimônio.
A cineasta e gestora cultural Mirineti Pinheiro ministrará, em 4 e 5 de agosto, o curso Ação Educativa e Comunicação do Patrimônio Cultural. A proposta é discutir estratégias de difusão de acervos, elaboração de materiais didáticos e desenvolvimento de atividades de educação patrimonial voltadas a diferentes públicos.
O cronograma completo das oficinas é o seguinte:

Imagem: Divulgação
28 e 29 de julho – História da Arte, Arte Brasileira e Cultura Sul-Mato-Grossense
28 a 31 de julho – Prospecção Pictórica e Projetos de Pinturas em Fachadas de Prédios Históricos
29 e 30 de julho – Introdução à Museologia e à Conservação, Preservação e Restauro de Bens Culturais
31 de julho e 1º de agosto – Conservação e Preservação de Objetos Pictóricos
3 e 4 de agosto – Elaboração de Projetos Executivos de Restauro
4 e 5 de agosto – Ação Educativa e Comunicação do Patrimônio Cultural
5 a 7 de agosto – Canteiro de Obras em Projetos de Restauro de Bens Arquitetônicos
O Projeto Templum foi concebido para reunir especialistas de diferentes áreas do patrimônio cultural, promover troca de conhecimentos e estimular a criação de redes colaborativas. A iniciativa abrange temas que vão da história da arte à execução prática de obras de restauro, oferecendo conteúdo voltado a museus, arquivos, bibliotecas, centros de memória, instituições culturais e empreendimentos de reabilitação de edifícios históricos.
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas de forma on-line. O número de vagas é limitado a 20 participantes por oficina, respeitando a capacidade de atendimento e as exigências pedagógicas de cada curso. Não há cobrança de taxa, conforme as diretrizes de financiamento do FMIC.
Ao término de cada oficina, os participantes receberão certificado de conclusão com carga horária registrada. Os organizadores informam que a documentação poderá ser utilizada para comprovação de horas complementares em cursos de graduação, pós-graduação ou processos seletivos que exigirem experiência na área de patrimônio.
Com a realização das sete oficinas, a coordenação do Projeto Templum espera contribuir para a expansão do número de profissionais capacitados em Campo Grande e no estado. A proposta inclui, ainda, disseminar metodologias que favoreçam a preservação do patrimônio histórico e artístico em longo prazo, alinhando-se às políticas culturais vigentes no município.







