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Cão farejador auxilia Polícia Civil na apreensão de drogas em Campo Grande

Investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 3ª Delegacia de Polícia Civil prenderam, na manhã desta quinta-feira (7), dois suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas no bairro Parque dos Novos Estados, em Campo Grande. A operação foi desencadeada após denúncias recorrentes que apontavam a presença de entorpecentes, furtos, brigas e perturbação do sossego em um imóvel utilizado como ponto de reciclagem na Rua Charim.

Equipes do SIG monitoraram a residência indicada nas queixas e, durante a diligência, identificaram um homem em atitude considerada suspeita. Segundo os policiais, ele aparentava consumir substâncias ilícitas e, ao mesmo tempo, negociar a venda de entorpecentes com terceiros que se aproximavam do local. A conduta observada motivou a abordagem imediata do indivíduo.

Após a primeira abordagem, os agentes ingressaram na casa para averiguação detalhada. No interior do imóvel, foi localizado um segundo suspeito, já conhecido no meio policial. De acordo com o registro da corporação, esse homem possui antecedentes por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e homicídio. A presença dele na cena reforçou a suspeita de que o local funcionava como ponto de distribuição de drogas.

Para a busca minuciosa nos cômodos, a equipe contou com o auxílio do cão farejador Charlie, integrante do canil da 3ª Delegacia. O animal foi empregado para verificar armários, vãos, móveis e objetos passíveis de esconder entorpecentes. Durante a varredura, o cão sinalizou uma área específica, permitindo aos policiais encontrar cinco porções de pasta base de cocaína embaladas e prontas para comercialização.

Além da droga localizada graças ao olfato de Charlie, outra porção da mesma substância foi apreendida com o usuário abordado no início da operação. Todo o material ilícito foi recolhido e submetido a registro fotográfico e pesagem na própria residência, procedimento padrão destinado a resguardar a cadeia de custódia.

No decorrer das buscas, os investigadores também apreenderam telefones celulares e diversos objetos supostamente relacionados à atividade criminosa, como balança de precisão, recortes plásticos e facas com resquícios de substância esbranquiçada. Esses itens, segundo a equipe de investigação, costumam ser utilizados para fracionamento e embalagem de drogas.

Em um dos banheiros do imóvel, os policiais examinaram a estrutura de alvenaria e constataram que um tijolo estava parcialmente rompido. Dentro desse espaço, foi encontrado o valor de R$ 622 em cédulas de pequeno valor. Para os agentes, a forma de armazenamento do dinheiro — oculto em um ponto improvável — é compatível com a prática de tráfico, na qual quantias fracionadas permanecem escondidas para dificultar a identificação da renda obtida com a venda de entorpecentes.

Concluídas as diligências, todo o material recolhido foi devidamente catalogado. Os suspeitos receberam voz de prisão em flagrante pelos delitos de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Ambos foram conduzidos à sede da 3ª Delegacia de Polícia Civil, onde passaram pelos trâmites de registro, qualificação e interrogatório.

Na unidade policial, os envolvidos permaneceram à disposição do Poder Judiciário. O inquérito instaurado pela delegacia segue em andamento para apurar a participação de cada detido e identificar eventuais outros integrantes do esquema de comercialização de entorpecentes na região.

De acordo com informações da Polícia Civil, as denúncias que motivaram a ação desta quinta-feira foram encaminhadas por moradores que relatavam perturbação do sossego, brigas constantes e furtos associados à movimentação de usuários na Rua Charim. O órgão avalia que a retirada do ponto de venda de drogas pode reduzir ocorrências correlatas envolvendo violência patrimonial e conflitos de vizinhança.

O cão Charlie, que atuou na operação, integra a unidade operacional especializada em faro de narcóticos. Animais treinados para esse fim desempenham papel fundamental na localização de substâncias ilícitas, principalmente quando ocultadas em locais de difícil acesso ou disfarçadas entre objetos comuns. Segundo a 3ª Delegacia, o emprego de cães farejadores aumenta a eficiência das buscas e reduz o tempo de vistoria dos ambientes.

Todos os materiais apreendidos — drogas, dinheiro, celulares e demais objetos — foram encaminhados para exame pericial oficial. Os laudos resultantes serão anexados ao inquérito como prova material dos crimes investigados. A Polícia Civil informou que outras diligências podem ocorrer, caso novos elementos indiquem pontos de armazenamento ou distribuição de entorpecentes no entorno do Parque dos Novos Estados.

Até o término da tarde, a delegacia não divulgou os nomes dos detidos, conforme previsto em normas que preservam a identidade de investigados antes de decisões judiciais definitivas.

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