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Telemedicina avança e já está presente em 98% dos municípios de Mato Grosso do Sul

O Governo de Mato Grosso do Sul entrou numa nova fase da estratégia estadual de telessaúde. Com a infraestrutura praticamente finalizada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) concentra agora os esforços em garantir que os serviços de telemedicina sejam utilizados de forma contínua pela população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança de foco marca o encerramento de um ciclo dedicado à expansão da rede e o início de outra etapa, voltada à incorporação do atendimento remoto na rotina das unidades públicas.

Segundo a SES, 98% dos municípios sul-matogrossenses já aderiram ao programa. No total, 78 cidades contam com o serviço implantado e apenas um município permanece em fase de implantação. O índice revela que a oferta está praticamente universalizada no território estadual, condição considerada essencial para que a telemedicina se consolide como ferramenta regular de assistência, sobretudo em localidades afastadas dos grandes centros.

A superintendente de Saúde Digital da SES, Marcia Bogena Cereser Tomasi, explica que o trabalho realizado até aqui foi decisivo para criar a base tecnológica, mas ressalta que o desafio atual é fazer a plataforma funcionar de modo permanente. De acordo com a gestora, a meta é ampliar o acesso, reduzir barreiras geográficas e fortalecer o atendimento ambulatorial, transformando consultas virtuais em parte integrante do fluxo tradicional de cuidado.

Para sustentar essa nova etapa, a rede hospitalar estadual atua de forma integrada ao sistema de telessaúde. Mato Grosso do Sul dispõe de quatro hospitais regionais em operação, responsáveis por acolher casos de maior complexidade encaminhados a partir dos municípios. Além disso, 45 unidades de média complexidade receberam investimentos em estrutura física e em tecnologia da informação, destinados a respaldar diagnósticos, monitoramentos e acompanhamentos realizados por meio digital.

O desenho adotado pela Secretaria pretende que a telemedicina funcione como porta de entrada para atendimentos especializados que, em muitos cenários, exigiriam deslocamentos longos. Com a conexão entre profissionais lotados em unidades básicas e médicos situados em centros de referência, a expectativa é agilizar as avaliações, diminuir filas e otimizar a distribuição de recursos humanos, sem comprometer a qualidade do serviço prestado.

Embora o serviço já esteja disponível em praticamente todo o Estado, a SES reconhece que o grau de utilização ainda varia entre as cidades. Alguns municípios empregam consultas virtuais de forma sistemática, enquanto outros recorrem à ferramenta apenas em situações pontuais. Na avaliação da pasta, uniformizar esse padrão é essencial para atingir os objetivos do programa, razão pela qual estão previstas ações de capacitação, monitoramento de indicadores de desempenho e suporte técnico às equipes locais.

O acesso do usuário final também faz parte das metas delineadas para o período atual. As equipes municipais devem intensificar a comunicação com a população, explicando como funcionam os agendamentos, quais especialidades estão disponíveis e que tipos de exames podem ser solicitados remotamente. A SES aposta que essa divulgação possa ampliar a procura pelo serviço, tornando a plataforma mais conhecida e, consequentemente, mais demandada.

Em paralelo, o Estado monitora resultados clínicos e operacionais decorrentes da implantação. Entre os indicadores acompanhados estão tempo médio de espera para consultas especializadas, porcentual de encaminhamentos evitados graças à interconsulta on-line e satisfação dos pacientes atendidos. A análise desses dados orientará eventuais ajustes, garantindo que o sistema permaneça eficiente e adaptado às necessidades regionais.

Com a transição de metas voltada à utilização efetiva, o governo estadual reafirma o compromisso de integrar tecnologia e saúde pública. A SES entende que a presença de infraestrutura não basta para garantir atendimento; é preciso que o serviço esteja disponível todos os dias, em todas as unidades e para todos os usuários que dele necessitem. A nova fase da telessaúde busca, portanto, converter a quase universalidade de cobertura em regularidade de uso, consolidando a telemedicina como componente permanente da assistência em Mato Grosso do Sul.

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