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Chuva acima da média em Campo Grande e seca persiste no Norte e Pantanal de MS em julho

primavera deve ter calor acima da média - Foto: Arquivo RCN67

Julho foi marcado por precipitação irregular em Mato Grosso do Sul: a capital, Campo Grande, recebeu volume de chuva 17% superior à média histórica, enquanto o Norte, Nordeste e o Pantanal registraram baixos acumulados, mantendo o quadro de seca.

De acordo com o boletim do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as áreas do sul do estado tiveram entre 90 mm e 120 mm de chuva. Em contraste, o norte, o oeste e grande parte do Pantanal apresentaram acumulados entre 0 mm e 20 mm ao longo do mês.

Na capital, o pluviômetro automático da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) mediu 136,4 mm, volume 282% maior que o esperado para julho, resultando em precipitação 17% acima da média histórica.

Mesmo com a melhora na região central, a estiagem continua em outras partes do estado. O levantamento indica que a situação ficou menos intensa em relação ao mês anterior, porém o bolson e, sobretudo, o Nordeste ainda exibem sinais de seca, enquanto a região central apresenta condições mais úmidas.

As temperaturas em julho oscilaram entre 0,4 °C, em Iguatemi, e 38,3 °C, em Corumbá. A umidade relativa do ar chegou a 12% em Amambai, e ventos de até 88,2 km/h foram registrados em Caracol.

Para os meses de setembro, outubro e novembro, a previsão aponta chuvas acima da média em todo o estado, com volumes entre 200 mm e 500 mm, conforme a região. As temperaturas devem ficar acima da média histórica, entre 22 °C e 26 °C, com maior probabilidade de ondas de calor na primavera e no início do verão.

A projeção também indica 100% de probabilidade de ocorrência de El Niño no trimestre, predominando a categoria muito forte.