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Corpo de Bombeiros alerta risco de incêndios florestais em Três Lagoas e Costa Leste

Com a chegada de agosto e a intensificação da estiagem, o Corpo de Bombeiros Militar reforçou o alerta sobre risco de incêndios florestais em Três Lagoas e na região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul, recomendando que a população evite qualquer tipo de queimada, prática proibida em todo o estado por determinação do Governo de Mato Grosso do Sul.

Segundo o tenente Reinaldo Cândido, a previsão meteorológica indica pelo menos duas semanas sem chuvas, com temperaturas elevadas e ventos fortes, condições que favorecem a rápida propagação do fogo em áreas urbanas e rurais.

Para garantir resposta rápida, a corporação mantém um sistema de monitoramento por câmeras instaladas em áreas florestais que abrange os municípios de Três Lagoas, Água Clara, Selvíria e Brasilândia.

A Guarnição Especializada de Combate a Incêndios Florestais (Gecif) permanece em atuação permanente, com equipes em regime de revezamento e veículos preparados exclusivamente para atender ocorrências em vegetação.

O tenente também informou que há trabalho integrado com brigadas de empresas do setor florestal; o compartilhamento de informações permite mobilizar rapidamente caminhões‑pipa, equipes e equipamentos disponíveis na região.

O alerta também se estende ao perímetro urbano, onde a queima de vegetação é proibida e configura crime ambiental. Reinaldo Cândido reforçou: “Quem colocar fogo na vegetação do próprio terreno estará cometendo um crime. A recomendação é fazer a limpeza corretamente e nunca utilizar queimadas como forma de eliminar resíduos”.

Apesar da estiagem típica desta época, o Corpo de Bombeiros avalia que 2026 apresenta cenário menos crítico que anos anteriores, graças às chuvas ocorridas em julho, que mantiveram a umidade do solo.

Mesmo assim, a corporação ressalta a necessidade de vigilância permanente: “A temporada ainda não terminou. Precisamos manter a vigilância para evitar que pequenos focos se transformem em grandes incêndios e provoquem prejuízos ambientais e riscos à população”, destacou o tenente.