Uma denúncia de negligência contra três crianças, encontradas trancadas em uma residência no Jardim Roriz, em Três Lagoas, evoluiu para uma perseguição policial na madrugada de sábado (17). Duas mulheres, de 32 e 36 anos, foram detidas após fugirem de uma abordagem da Polícia Militar com os menores no carro.
O caso teve início quando uma conselheira tutelar recebeu a informação de que as crianças estavam sozinhas no imóvel, na rua Cezarino F. Figueiredo. Ao chegar ao local, a profissional confirmou a situação ao conversar com os menores do lado de fora da casa, sem a presença de um responsável adulto.
Agressão e fuga
Segundo o boletim de ocorrência, duas mulheres chegaram ao endereço durante o atendimento. A mulher de 32 anos teria ofendido a conselheira e agredido um homem de 47 anos, pai de uma das crianças. A vítima relatou ter sofrido golpes de capacete na cabeça, peito e braço, além de um soco no rosto. O capacete quebrou durante a ação, e o homem apresentava inchaço no rosto e dores no ombro.
Em seguida, a segunda mulher, de 36 anos, chegou em um veículo branco. As duas retiraram as crianças da companhia da conselheira, colocaram os menores no carro e deixaram o local. A Polícia Militar iniciou buscas e localizou o veículo nas proximidades da Lagoa Maior, no cruzamento com a Rua Angelina Tebet.
A motorista desobedeceu à ordem de parada, ignorando os sinais sonoros da viatura, e fugiu pelas ruas da cidade. A perseguição passou pela Avenida Aldair Rosa de Oliveira e a Rua Paraná. A abordagem final ocorreu perto de uma choperia, também nas imediações da Lagoa Maior.
Teste do bafômetro
Durante a fiscalização, ambas as mulheres realizaram o teste do bafômetro. A mulher de 32 anos registrou 0,17 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Já a motorista, de 36 anos, apresentou resultado de 0,33 miligrama por litro, indicando consumo de álcool.
Após a constatação, as duas foram encaminhadas à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) sem o uso de algemas. A ocorrência foi atendida pela Rádio Patrulha do 2º Batalhão da Polícia Militar. Agora, a Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias envolvendo as crianças, o relato de agressão e as demais condutas registradas no local.







