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Cinco escolas de Três Lagoas enfrentam condições críticas, diz sindicato

Cinco escolas municipais de Três Lagoas enfrentam condições críticas, diz o sindicato dos trabalhadores em educação (Sinted). A presidente Adriana Vasconcelos apontou problemas que vão desde a falta de climatização até falhas estruturais que comprometem o trabalho de professores e a permanência de alunos nas salas.

As unidades mais afetadas são a Escola Municipal Eufrosina Pinto, Joaquim Marques, Maria de Lourdes, Elson Lott e Maria Eulália. Em todas elas, a ausência de ar‑condicionado, ventiladores inoperantes e paredes desgastadas foram citadas como fatores que agravam o calor intenso da região.

Reunião com a Prefeitura

Em reunião realizada na prefeitura, Adriana Vasconcelos dialogou com o prefeito Cassiano Maia e os secretários responsáveis pela educação. O encontro teve como objetivo apresentar os problemas identificados e solicitar providências imediatas para garantir condições adequadas de ensino.

O prefeito informou que a instalação dos aparelhos de ar‑condicionado depende de intervenções na rede elétrica e da troca dos padrões de energia. No entanto, a presidente do Sinted exigiu agilidade, pois a falta de climatização já deixa as salas insuportáveis, especialmente no verão.

Além da falta de ar‑condicionado, o sindicato destacou falhas estruturais graves. Na última chuva, a Escola Joaquim Marques apresentou vazamento no teto e alagamento na secretaria. Em outras unidades, paredes rachadas e ventiladores sem funcionamento foram relatados por profissionais e membros da comunidade escolar.

Problemas estruturais

Na Escola Eufrosina Pinto, pais de alunos se mobilizaram, organizando manifestações na Câmara Municipal para exigir melhorias. Adriana Vasconcelos afirmou que o Sinted apoia as reivindicações e defende a participação das famílias nas discussões sobre as condições das escolas. A pressão das famílias tem sido constante, com reuniões semanais entre pais e representantes do sindicato.

O sindicato ressalta a importância das Associações de Pais e Mestres (APMs) como espaços de diálogo, onde a comunidade escolar pode apresentar demandas e contribuir com sugestões para solucionar os problemas. Essas APMs também buscam recursos para reformas.

A presidente do sindicato pediu que a administração municipal priorize os reparos e adequações necessárias para garantir condições adequadas de ensino e trabalho. Ela alertou que, sem intervenções, o aumento das temperaturas e os problemas estruturais podem agravar ainda mais as dificuldades enfrentadas por alunos e profissionais.

O Sinted continua acompanhando a situação, recebendo vídeos e relatos enviados por profissionais e integrantes da comunidade escolar. A entidade planeja manter o diálogo com a prefeitura e pressionar por ações concretas que melhorem a infraestrutura das escolas.

O próximo passo será avaliar o andamento das obras e a instalação dos aparelhos de ar‑condicionado, garantindo que as salas de aula possam atender às necessidades de 30 crianças e demais profissionais de forma segura e confortável.

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