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CTG Brasil promove workshop para alinhar planos de emergência de barragens em Três Lagoas

No dia 14 de maio, a CTG Brasil reunirá representantes de diferentes municípios e órgãos de defesa civil na Usina Hidrelétrica (UHE) Jupiá, em Três Lagoas (MS), para o 1º Workshop de Integração entre o Plano de Ação de Emergência (PAE) e os Planos de Contingência Municipais (PLANCON). O encontro tem como foco harmonizar procedimentos de resposta a eventuais ocorrências envolvendo a segurança da barragem e ampliar a cooperação entre concessionária, autoridades locais e estaduais.

Participarão do evento integrantes das Defesas Civis de Castilho, Três Lagoas, Paulicéia, Panorama e Brasilândia — localidades inseridas nas Zonas de Autossalvamento (ZAS) e Zonas de Segurança Secundária (ZSS) da UHE Jupiá. Também confirmaram presença representantes das hidrelétricas Três Irmãos, no rio Tietê, e Porto Primavera, no rio Paraná, que compartilharão experiências e procedimentos adotados em suas respectivas áreas de influência.

Objetivos do workshop

O programa do dia inclui apresentações técnicas sobre a operação da UHE Jupiá, com ênfase nos protocolos de monitoramento da estrutura, nos sistemas de alerta e nas rotinas de inspeção. Em seguida, serão conduzidas dinâmicas para exercitar a aplicação prática das medidas descritas no PAE, destacando a importância do alinhamento com os PLANCON de cada município.

De acordo com a organização, o principal objetivo é estabelecer fluxos de comunicação claros e padronizados para situações que exijam mobilização imediata. A iniciativa busca, ainda, reforçar o entendimento conjunto sobre responsabilidades, recursos disponíveis e canais de acionamento de equipes de campo e centros de comando.

Plano de Ação de Emergência

O PAE é o documento que define procedimentos a serem adotados se houver qualquer anomalia que possa comprometer a segurança da barragem. Entre os pontos contemplados estão critérios para a emissão de alertas, rotas de retirada da população, pontos de encontro seguros, sinalização de vias e diretrizes para atualização cadastral de moradores.

Na UHE Jupiá, algumas dessas ações já foram implementadas. O cadastramento de residentes na ZAS permite identificar rapidamente grupos que podem necessitar de apoio em caso de evacuação. Paralelamente, foram instaladas placas indicando as rotas de fuga mais curtas até áreas elevadas ou distantes do leito do rio. O complexo conta ainda com um sistema de sirenes capaz de emitir alertas sonoros audíveis em toda a zona de autossalvamento. Exercícios simulados também vêm sendo realizados para testar a eficácia dos procedimentos e verificar a compreensão da população sobre a conduta adequada em situação de emergência.

Integração com os municípios

Para a CTG Brasil, a convergência entre o PAE da usina e os PLANCON municipais é essencial para otimizar recursos e agilizar decisões. A empresa destaca que o compartilhamento de informações atualizadas, como mapas de inundação e inventário de equipamentos de resgate, ajuda a reduzir o tempo de resposta caso uma ocorrência venha a se confirmar. A padronização de mensagens de alerta e a definição prévia de funções — como quem emite o comunicado oficial e quais órgãos são acionados em cada etapa — fazem parte das metas de harmonização a serem abordadas no workshop.

Os PLANCON, por sua vez, reúnem diretrizes de cada município sobre prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de eventos adversos. Dessa forma, o alinhamento com o PAE busca evitar sobreposição de esforços, garantir clareza nas atribuições e assegurar que as comunidades recebam orientações coerentes, independentemente do canal de comunicação utilizado.

Classificação de risco e monitoramento

A concessionária informa que suas hidrelétricas, incluindo a UHE Jupiá, são classificadas como de baixo risco pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Segundo a empresa, todas operam em conformidade com as normas vigentes, mantêm inspeções regulares da estrutura e utilizam sistemas de monitoramento remoto para acompanhar, em tempo real, parâmetros como nível de água, pressão e comportamento do maciço.

Os dados coletados nesses sistemas são avaliados por equipes técnicas que emitem relatórios periódicos aos órgãos fiscalizadores. Caso seja identificada qualquer alteração fora do padrão, procedimentos internos determinam a adoção imediata de medidas preventivas, que podem incluir inspeção presencial detalhada e, se necessário, acionamento de protocolos de emergência.

Próximos passos

Ao final do workshop, está prevista a elaboração de um plano de trabalho conjunto, detalhando responsabilidades, cronograma de revisões do PAE e datas para novos exercícios simulados multilaterais. A CTG Brasil avalia que o compartilhamento de experiências entre diferentes usinas e municípios contribui para aprimorar continuamente a gestão de risco de barragens, beneficiando tanto as comunidades vizinhas quanto a operação do empreendimento.

Com o encontro, a concessionária pretende reforçar a cultura de prevenção e a capacidade de resposta integrada, fatores considerados essenciais para preservar a segurança da população e a continuidade dos serviços de geração de energia na região.

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