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Romão Avila reassume o Ministério Público de MS e projeta gestão focada em tecnologia e combate ao crime

O procurador-geral de Justiça Romão Avila Milhan Junior tomou posse na sexta-feira (8) para um novo mandato à frente do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Reconduzido para o biênio 2026-2028, ele foi eleito em março deste ano com 224 votos, resultado que corresponde a 96,13 % do total e a 100 % dos votos válidos em candidatura única.

A cerimônia ocorreu no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, e reuniu membros do Ministério Público, servidores, representantes de instituições parceiras e autoridades dos três poderes. O governador Eduardo Riedel acompanhou o ato, que oficializou a nomeação feita pelo Decreto P nº 268, de 24 de março de 2026, publicado pelo Governo do Estado.

Ao discursar, Romão Avila afirmou que a gestão manterá a agenda de modernização administrativa iniciada no primeiro mandato, com ênfase em reestruturação interna e atuação em áreas consideradas estratégicas. Segundo o procurador-geral, setores como meio ambiente, saúde, infância, educação e enfrentamento ao crime organizado receberão atenção prioritária nos próximos dois anos.

O plano apresentado prevê investimento em tecnologia, transformação digital e inteligência artificial. Entre as iniciativas está a expansão do sistema LuminIA, plataforma que automatiza procedimentos e auxilia na tomada de decisões em frentes como infância e juventude, patrimônio público e análise de demandas de relevância social. A proposta também inclui o reforço das estruturas de apoio às promotorias, a ampliação de ferramentas de inteligência investigativa e a implantação de monitoramento eletrônico em unidades do interior.

Conforme o procurador-geral, a meta é tornar o MPMS mais eficiente, tecnológico e próximo da população, com atuação orientada por indicadores sociais e pela consolidação de políticas institucionais permanentes. Ele destacou que o Ministério Público “é canal fundamental para a efetivação de direitos constitucionais” e que o atendimento direto ao cidadão continuará sendo parte central das atividades da instituição.

Entre as prioridades elencadas para o período 2026-2028 estão o combate ao crime organizado, a corrupção e a lavagem de dinheiro, a recuperação de ativos, a fiscalização da aplicação de recursos públicos e a defesa de direitos fundamentais. Para isso, serão fortalecidos o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), além da Central de Inteligência. De 2020 até abril deste ano, mais de 650 mandados de prisão foram obtidos em operações coordenadas pelo MPMS nessas áreas.

A violência contra a mulher, a melhoria dos serviços de saúde e educação e a fiscalização de políticas públicas municipais também integram o plano de ação. Romão Avila anunciou que equipes do MPMS visitarão localidades com elevados índices de violência doméstica e déficits nos serviços essenciais para articular, junto aos executivos municipais e estadual, medidas de enfrentamento e prevenção.

Dados divulgados pela instituição ilustram o volume de trabalho em 2026: até 7 de maio, foram ajuizadas 1.806 ações, oferecidas 11.859 denúncias, expedidas 162.934 manifestações em primeiro grau, proferidas 10.200 manifestações em segundo grau e interpostos 1.471 recursos. Os números reforçam a intenção da gestão de utilizar métricas e evidências para direcionar esforços e avaliar resultados.

Promotor de Justiça desde 2010, Romão Avila exerceu funções em Itaporã, Sete Quedas, Iguatemi, Ivinhema, Deodápolis, Glória de Dourados, Ponta Porã e Dourados. Foi titular das Promotorias de Angélica, Itaporã e Fátima do Sul. Entre 2019 e 2023 presidiu a Associação Sul-Mato-Grossense dos Membros do Ministério Público (ASMMP) e, de 2020 a 2024, atuou como secretário-geral da Conamp. Em 2023, assumiu a Procuradoria-Geral Adjunta de Justiça Legislativa do MPMS. Na primeira eleição para o cargo de procurador-geral, em 2024, recebeu 216 dos 219 votos possíveis, índice de 98,63 %.

No âmbito nacional, o procurador-geral coordena, desde fevereiro de 2026, o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que integra Gaecos e grupos especializados de todos os Ministérios Públicos estaduais em ações conjuntas contra facções criminosas.

Durante a solenidade, o governador Eduardo Riedel salientou que o resultado de 96 % de aprovação obtido por Romão Avila demonstra confiança interna e favorece a harmonia institucional no Estado. Para o chefe do Executivo, o diálogo constante entre os poderes tem contribuído para a estabilidade e a segurança jurídica de Mato Grosso do Sul.

Com a recondução, o MPMS dá continuidade a projetos de inovação, expansão de núcleos especializados, realização de concursos públicos e melhorias estruturais iniciados no primeiro mandato de Romão Avila. A expectativa é consolidar uma atuação estratégica, sustentada por tecnologia e inteligência institucional, para responder de forma mais ágil às demandas sociais e fortalecer o sistema de justiça sul-mato-grossense.

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