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Discussão sobre bebida alcoólica termina com homem de 31 anos ferido por faca em Campo Grande

Um homem de 31 anos foi atingido por golpe de faca após um desentendimento relacionado ao consumo de bebida alcoólica na madrugada desta segunda-feira (5), em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. A agressão ocorreu em via pública e mobilizou equipes da Polícia Militar, que foram acionadas por moradores logo após o incidente.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), a PM chegou inicialmente ao endereço indicado pela denúncia, mas não encontrou a vítima. Diante da ausência de feridos no local, os policiais realizaram buscas pelas imediações em tentativa de localizar o homem ou o autor da agressão.

No decorrer das diligências, a equipe foi informada de que um indivíduo com ferimento por arma branca havia dado entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica. Os militares se deslocaram até a unidade de saúde, onde identificaram o homem de 31 anos recebendo cuidados médicos. Ele estava consciente, apresentava curativos no local do corte e aguardava transferência para a Santa Casa de Campo Grande, referência em atendimentos de maior complexidade na cidade.

Ao ser questionado pelos policiais, a vítima relatou que o ferimento decorreu de uma briga motivada pelo consumo de álcool. Conforme a versão registrada, o desentendimento teria começado durante o compartilhamento de bebidas e evoluído para agressão física com uso de faca. O homem descreveu o episódio como uma “briga de índio por pinga”, expressão citada no documento policial para ilustrar o caráter impulsivo da discussão.

A vítima afirmou desconhecer a identidade completa do autor. Disse lembrar apenas de um apelido mencionado por pessoas presentes no momento do conflito, mas não soube fornecer elementos adicionais, como características físicas ou vestimentas do suspeito. Ainda conforme o registro, o estado de embriaguez do homem comprometeu sua memória dos detalhes, dificultando a coleta de informações que possam auxiliar na identificação do agressor.

De acordo com o relato oficial, familiares foram responsáveis por remover o ferido do local da briga e levá-lo até a UPA Santa Mônica. Na unidade, ele recebeu atendimento de urgência, passou por avaliação clínica e permaneceu em observação à espera de vaga hospitalar. O tipo e a profundidade do corte não foram detalhados, mas o procedimento de encaminhamento à Santa Casa indica necessidade de cuidados especializados.

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa, classificação aplicada quando há intenção de ferir. Após a confecção do boletim, o inquérito foi encaminhado à Polícia Civil, que assumirá a investigação para identificar o autor, esclarecer as circunstâncias exatas da discussão e apurar eventuais responsabilidades criminais.

Os policiais militares que atenderam a ocorrência informaram, no relatório, que não havia testemunhas no endereço inicialmente indicado quando chegaram. Até a conclusão do documento, também não haviam sido localizados objetos ou vestígios que pudessem auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime no local da agressão.

Em razão da ausência de suspeitos detidos em flagrante, a apuração seguirá por meio da coleta de depoimentos, análise de imagens de câmeras de segurança que possam cobrir a área e eventual perícia em objetos, roupas ou superfícies que apresentem vestígios do confronto. A Depac-Cepol manterá contato com a equipe médica para acompanhar a evolução clínica do ferido, já que a gravidade definitiva da lesão poderá influenciar a tipificação penal caso resulte em consequências mais severas.

Conforme o protocolo estabelecido para ocorrências de lesão corporal, a vítima deverá ser convocada para prestar novo depoimento quando seu estado de saúde permitir, a fim de complementar informações que possam ter sido prejudicadas pela embriaguez no momento da primeira oitiva. Paralelamente, investigadores trabalharão para localizar o suspeito a partir do apelido fornecido e de indicações colhidas com pessoas que frequentam o mesmo círculo social do ferido.

Até o fechamento desta reportagem, o homem permanecia internado em observação na Santa Casa de Campo Grande, sem previsão divulgada de alta. Não foram registradas atualizações sobre o quadro clínico nem sobre a localização do agressor. A Polícia Civil reforça a orientação para que eventuais testemunhas procurem a Depac-Cepol e forneçam informações que possam acelerar a identificação do responsável pelo ataque.