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Documentário sobre Helena Meirelles estreia em Campo Grande com apoio da Lei Paulo Gustavo

Cyro Clemente nos estúdios da Massa FM Campo Grande - Foto: Ana Lorena Franco

O longa-metragem “Helena Meirelles, Som e Cor do Pantanal”, dirigido por Cyro Clemente, foi apresentado ao público em Campo Grande como parte de um projeto multicultural financiado pela Lei Paulo Gustavo. O documentário, que retrata a trajetória da violeira sul-mato-grossense, será exibido em escolas da capital, com a primeira sessão marcada para segunda‑feira, 17 de maio, na Casa de Ensaio.

Além do filme, o projeto contempla uma canção composta por Jerry Espíndola em homenagem a Helena Meirelles e um mural criado pelo artista Marcos Rezende na região da Praça Ary Coelho.

Segundo o diretor, a iniciativa surgiu a partir da pesquisa de Marcos Rezende para o mural. Ao conhecer a história da artista, Clemente decidiu aprofundar a investigação e transformar a narrativa em documentário.

O conteúdo destaca a resistência que Helena enfrentou para aprender a tocar violão, inclusive com relatos de que seu pai a ameaçava com violência. “Ela foi autodidata. Ela ia, tirava as notas de ouvido e aprendia sozinha”, afirmou Clemente.

O filme reúne depoimentos de um dos filhos de Helena, de amigos e de pessoas que acompanharam diferentes fases da sua carreira, além de imagens, fotografias e registros musicais obtidos em instituições como o Museu da Imagem e do Som (MIS), a Concha Acústica Helena Meirelles e o museu da violeira em Bataguassu. A equipe também contou com autorização de um empresário que detém direitos sobre parte do acervo da artista.

Nas escolas, o documentário tem sido usado para apresentar a música regional a estudantes que desconhecem a obra de Helena Meirelles. “O público mais novo não conhece, nunca nem ouviu falar de Helena Meirelles. A gente chega na escola para a molecadinha da sétima, oitava série e, no final de assistir ao filme, eles já ficam: ‘nossa, que legal, eu tenho um violão em casa’”, explicou o diretor.

Clemente informou que o filme está programado para participar de festivais e terá novas exibições públicas, com o objetivo de ampliar o acesso à história da violeira e preservar a memória da música regional de Mato Grosso do Sul.

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