A farmacêutica e empresária Neide Costa, da NCS Suplementos, alertou nesta terça‑feira, durante entrevista à Rádio Massa FM Campo Grande (93,7), que o consumo indiscriminado de vitaminas pode ser tão nocivo quanto a falta delas. O aviso surge em meio ao aumento da procura por suplementos como whey protein, creatina, colágeno e multivitamínicos, que muitos consumidores incorporam à rotina em busca de mais saúde, disposição e qualidade de vida.
Segundo a especialista, a suplementação deve ser planejada a partir das necessidades individuais, levando em conta fatores como alimentação habitual, idade, rotina de exercícios e possíveis deficiências nutricionais. Ela recomenda que antes de iniciar qualquer produto, o consumidor procure avaliação profissional, pois exames laboratoriais podem identificar carências específicas e orientar a escolha do suplemento mais adequado ao seu perfil.
“Vitamina em excesso também é prejudicial”, enfatizou Neide Costa, reforçando que a dose correta depende do organismo de cada pessoa e que a automedicação pode gerar efeitos indesejados.
A farmacêutica explicou que a suplementação pode ser útil para complementar a alimentação quando há necessidade comprovada, mas não deve ser adotada sem avaliação adequada. Exames de sangue, por exemplo, ajudam a detectar deficiências de vitaminas como B12, ferro ou vitamina D, permitindo que o profissional indique a dose exata e evite o risco de toxicidade.
Entre os nutrientes que podem causar problemas quando ingeridos em quantidades elevadas, a especialista citou a vitamina D como exemplo. Embora essencial para a absorção de cálcio e para a saúde óssea, o consumo exagerado pode provocar hipercalcemia, náuseas, fraqueza muscular e, em casos graves, danos renais. Por isso, a recomendação é respeitar as doses diárias recomendadas e nunca combinar diferentes suplementos sem orientação.
Suplementação responsável
Neide Costa enfatizou que a automedicação deve ser evitada e que a escolha do suplemento deve contar com o acompanhamento de médicos, nutricionistas ou farmacêuticos. Esses profissionais são capazes de avaliar interações entre diferentes produtos, ajustar dosagens e garantir que a ingestão esteja alinhada aos objetivos de saúde do paciente, seja ganho de massa muscular, controle de peso ou prevenção de deficiências.
O whey protein, um dos suplementos mais conhecidos, foi destacado como fonte de proteína derivada do soro do leite que pode complementar a ingestão diária, mas não substitui refeições equilibradas. A necessidade de proteína varia conforme idade, peso, estado de saúde e nível de atividade física, sendo essencial ajustar a dose para quem segue dietas restritivas ou busca emagrecimento, sempre sob orientação profissional.
Quanto ao colágeno, a farmacêutica explicou que ele está presente naturalmente no organismo, contribuindo para a estrutura da pele, ossos, tendões e outros tecidos. Existem formulações hidrolisadas e peptídicas que podem ser absorvidas de maneira diferente, mas o consumo deve integrar uma estratégia mais ampla de cuidados com a saúde, não servindo como solução única para problemas como flacidez cutânea.
Produtos e onde encontrar
A NCS Suplementos, empresa de Neide Costa, está localizada na Rua João Akamime, número 412, no bairro Santa Fé, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Além da loja física, a marca comercializa seus produtos nas plataformas de comércio eletrônico Mercado Livre, TikTok Shop e Amazon, e mantém presença ativa nas redes sociais, como o Instagram @NCS Suplementos e o perfil pessoal @neidecosta.ncs, onde oferece informações e orientações sobre uso adequado.
Para quem pretende iniciar a suplementação, a mensagem final de Neide Costa foi clara: os suplementos não substituem uma alimentação balanceada nem a prática regular de exercícios, mas podem ser aliados quando usados com acompanhamento profissional. Ela recomenda que o consumidor busque informação confiável, realize exames quando indicado e siga as doses recomendadas, garantindo assim benefícios reais sem comprometer a saúde.
Neide Costa destacou que exames laboratoriais são fundamentais para mapear o perfil nutricional de cada indivíduo. Análises de sangue podem revelar níveis de vitaminas do complexo B, vitamina C, minerais como zinco e magnésio, além de indicadores de função hepática e renal, que influenciam a segurança do uso de suplementos. Com esses dados em mãos, o profissional pode prescrever doses precisas, evitando tanto a carência quanto a sobrecarga de nutrientes.
A automedicação com suplementos, segundo a farmacêutica, pode gerar interações indesejadas entre compostos. Por exemplo, altas doses de vitamina K podem interferir na eficácia de anticoagulantes, enquanto o consumo excessivo de ferro pode causar irritação gastrointestinal e sobrecarga hepática. Por isso, a orientação de um especialista garante que o paciente não combine produtos que contenham concentrações semelhantes ou que possam potencializar efeitos adversos.
Manter uma alimentação equilibrada continua sendo a base para a saúde, segundo a entrevista. Alimentos naturais fornecem vitaminas e minerais em formas bioativas que facilitam a absorção, ao contrário de algumas formulações sintéticas que podem exigir doses maiores para alcançar o mesmo efeito. Neide Costa recomenda que o suplemento seja visto como complemento, nunca como substituto de refeições variadas que incluam frutas, legumes, cereais integrais e fontes de proteína.
A profissional também apontou que a disseminação de informações incompletas nas redes sociais pode levar consumidores a adotar regimes de suplementação sem avaliação. Muitos perfis divulgam “pilhas” de vitaminas e minerais prometendo resultados rápidos, mas sem embasamento científico. Neide Costa reforça que a busca por orientação em fontes confiáveis, como farmacêuticos, nutricionistas ou médicos, reduz o risco de práticas inadequadas e protege a saúde da população.
Como próximo passo, Neide Costa sugere que os interessados em iniciar a suplementação façam um agendamento com um profissional de saúde para avaliação clínica e exames laboratoriais. Caso seja identificada alguma deficiência, o especialista pode indicar o suplemento adequado, definir a dose correta e acompanhar a evolução ao longo do tempo. Essa abordagem preventiva busca garantir que os benefícios esperados sejam alcançados sem comprometer a segurança do usuário.







