A 9ª Feira da Liderança do Colégio Anglo, em Três Lagoas, ocorreu na noite de sexta-feira (6). O evento marcou a culminância de um projeto literário que envolveu alunos da educação infantil ao ensino médio. A iniciativa teve como tema central “Entre páginas e mundos”, focando na literatura como ferramenta de imaginação e criatividade.
O RCN Mob, unidade móvel do Grupo RCN, acompanhou a movimentação no colégio. Durante a visita, os coordenadores pedagógicos Shesman Campache e Lilian Pinheiro Alves detalharam a estrutura do projeto. Eles explicaram que a feira não é apenas uma apresentação final, mas o resultado de um percurso contínuo de leitura, pesquisa e escrita desenvolvido ao longo do ano letivo.
Protagonismo e liderança
Shesman Campache esclareceu que a Feira da Liderança está vinculada à disciplina LEI, sigla associada ao programa “O Líder em Mim”. Trata-se de um projeto socioemocional desenvolvido pela escola. O objetivo principal é trabalhar ferramentas de liderança e fortalecer o protagonismo do jovem estudante.
Segundo o coordenador, a escola escolhe anualmente um tema conectado ao momento vivido pelos alunos. Em 2024, a literatura foi selecionada para aproximar diferentes áreas do conhecimento. A proposta busca transformar a leitura em uma experiência prática e imersiva. “A ideia da feira este ano é fazer uma verdadeira imersão à literatura, aos livros”, resumiu Shesman.
Lilian Pinheiro Alves, também coordenadora pedagógica, destacou a importância de manter a leitura como prática permanente. Ela ressaltou que, mesmo em um período marcado pela presença constante da tecnologia, os livros continuam essenciais para a formação dos estudantes. A literatura, segundo ela, permeia todas as gerações, da infância à vida adulta.
“Apesar de toda a tecnologia, muitas vezes é a leitura que transporta a criança, o adolescente e o adulto a outros mundos”, afirmou Lilian. Para a coordenadora, a tecnologia não elimina a relevância dos livros, mas reforça a necessidade de apresentar aos estudantes outros modos de imaginar e interpretar o mundo.
Adaptação por faixa etária
A organização da feira considerou as diferentes etapas de ensino, com propostas adaptadas à idade dos estudantes. Na educação infantil, as atividades utilizaram apresentações, jogos interativos, cores e linguagem não verbal. O foco foi representar o universo dos livros de forma lúdica e acessível para os mais jovens.
No ensino fundamental II, o trabalho incorporou conceitos como empatia, diversidade e respeito às diferenças. Lilian explicou que, nessa fase, os alunos desenvolvem uma leitura mais crítica. Eles passam a perceber novas camadas em obras que conheceram na infância. “Quando você lê uma história na infância e volta a ela na adolescência, como em O Pequeno Príncipe, você encontra outra vertente, outra realidade”, observou a coordenadora.
No ensino médio, a proposta avançou para os clássicos da literatura. A intenção foi permitir que os convidados percebessem as histórias sendo contadas pelos próprios estudantes. A leitura deixou de ser apenas conteúdo de sala de aula e passou a ser apresentada como vivência, interpretação e expressão pessoal.
Shesman reforçou que a apresentação da sexta-feira coroa um processo iniciado no começo do ano. Ao longo dos bimestres, os alunos leem livros dentro do projeto literário mantido pela escola. Os professores trabalham os conteúdos de acordo com cada área e faixa etária. No ensino médio, as obras são ligadas ao vestibular, à crítica social e às reflexões sobre o cotidiano.
No ensino fundamental, o foco recai sobre o mundo encantado e a imaginação. O objetivo é despertar o interesse dos alunos tanto na leitura quanto na escrita. A feira também marcou a culminância do projeto de redação do colégio, que inclui um concurso anual para incentivar a produção textual. “Nós incentivamos os alunos a escreverem. Então, a prática da leitura e a prática da escrita dentro do colégio é muito importante”, destacou Shesman.
A relação entre literatura, interpretação e desempenho em avaliações também foi discutida. A coordenação apontou que o contato constante com livros ajuda os estudantes a ampliar o repertório, a leitura crítica e a capacidade de expressão. Esses elementos são fundamentais para provas como o Enem, que frequentemente incluem contextos literários. A 9ª Feira da Liderança reuniu escola, alunos e famílias em torno de um trabalho que começou muito antes da abertura dos portões.








