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Flávio Bolsonaro lidera parcial da votação no exterior, mas Lula vence em mais países

Flávio Bolsonaro lidera a parcial da votação no exterior, enquanto Lula vence em mais países no segundo turno.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece na frente da soma dos boletins de urna de 22 países onde as seções já encerraram a votação do segundo turno da eleição presidencial, mas Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera o senador em número de países vencedores. Até as 11h41 (horário de Brasília) deste domingo (25), a contagem parcial registra 34.056 votos para Flávio e 16.585 para Lula, o que corresponde a 67,2% dos votos válidos para o candidato de São Paulo e 32,8% para o ex‑presidente.

Os 22 colégios analisados somam 123.962 eleitores, pouco mais de 13% dos 918.876 brasileiros aptos a votar fora do país, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os maiores grupos de eleitores, localizados na Europa e nos Estados Unidos, ainda permanecem em fase de votação, o que pode alterar o panorama apresentado até o momento.

Parcial no exterior

Lula ficou à frente em 13 nações: Austrália, Nova Zelândia, China, Singapura, Coreia do Sul, Índia, Jordânia, Turquia, Síria, Arábia Saudita, Kuwait, Egito e Quênia. Flávio, por sua vez, venceu em nove países – Japão, Emirados Árabes Unidos, Catar, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Malásia, Filipinas e Indonésia – sendo que Hong Kong é contabilizado separadamente da China continental.

O Japão concentra o maior número de eleitores já apurados. Nos 119 boletins de Tóquio, Nagóia e Hamamatsu, Flávio recebeu 28.538 votos (80,08%), enquanto Lula obteve 7.098 (19,92%). A participação foi de 37.616 eleitores, representando 42,6% dos 88.299 aptos no país. Só no Japão, a vantagem de Flávio chegou a 21.440 votos, número superior à diferença total entre os candidatos na parcial do exterior.

Sem os votos japoneses, a soma dos resultados dos demais 21 países deixaria Lula à frente da parcial por 3.969 votos. Essa inversão demonstra o peso que um único colégio pode exercer sobre o panorama preliminar, sobretudo quando ainda faltam os grandes grupos de eleitores dos Estados Unidos e da Europa.

Entre os demais resultados, a Austrália registrou o melhor desempenho numérico de Lula, com 6.017 votos (63,46%) contra 3.465 de Flávio nos 29 boletins de Canberra e Sydney. Na Nova Zelândia, o petista alcançou 80,54% dos votos válidos, enquanto na Jordânia obteve 90,5%.

Votação nos principais colégios

Nos Estados Unidos, onde reside o maior eleitorado brasileiro no exterior – 265.022 eleitores – as urnas encerram a votação à noite, horário de Brasília. No primeiro turno, Flávio conquistou 61,1% dos votos válidos naquele país. Portugal, com 134.374 eleitores, segue como segundo maior colégio, e o Japão ocupa a terceira posição.

O TSE divulgará o resultado consolidado da eleição presidencial, incluindo os votos do exterior, a partir das 17h (horário de Brasília) de domingo, ou às 16h em Mato Grosso do Sul. Os eleitores brasileiros no exterior correspondem a pouco mais de 0,5% do eleitorado nacional, estimado em 158,7 milhões de pessoas. No primeiro turno, Lula havia vencido no exterior com 157.387 votos contra 143.900 de Flávio, liderando em 64 países, enquanto o senador havia vencido em 37.

Com a contagem ainda em curso, a diferença entre os candidatos no exterior aumentou de 16.237 votos a favor de Flávio no primeiro turno para 17.471 votos na parcial do segundo turno. Flávio ganhou 5.191 votos nesses 22 países entre um turno e outro, enquanto Lula acrescentou 3.957. A evolução dos números nas próximas horas, sobretudo nos colégios americanos e europeus, será decisiva para definir se a vantagem parcial de Flávio se manterá ou será revertida antes da divulgação oficial.