O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) contabilizou 34 ocorrências relacionadas a urnas eletrônicas durante o segundo turno das eleições. O balanço parcial, divulgado até as 11h deste domingo (25), aponta que os incidentes afetaram 33 seções eleitorais distribuídas em 18 municípios do estado. Em 13 dessas seções, a substituição do equipamento foi necessária para garantir a continuidade do pleito.
Nas demais situações, as falhas foram resolvidas no próprio local de votação. As ações corretivas incluíram a reinicialização dos equipamentos, a conexão de baterias externas, ajustes na mídia de votação e a troca do papel das impressoras. No total, as ocorrências representaram menos de 0,5% das 6.990 seções existentes em Mato Grosso do Sul.
Coxim e Campo Grande lideram
Coxim, localizada a 239 km de Campo Grande, concentra o maior número de registros, com seis ocorrências, todas na 12ª Zona Eleitoral. Quatro urnas precisaram ser trocadas no município devido a erros de hardware, desligamentos espontâneos, travamentos e falhas na leitura biométrica. Nas outras duas seções da cidade, a reinicialização do equipamento foi suficiente para resolver os problemas de travamento e de leitura digital.
Em Campo Grande, que possui 640.427 eleitores, foram registrados cinco incidentes em quatro seções. Todas as quatro urnas foram substituídas. As falhas envolveram o teclado do terminal do eleitor, a tela sensível ao toque do terminal do mesário, a bateria e uma ocorrência classificada como diversa. A seção 173 da 36ª Zona Eleitoral registrou dois problemas ligados especificamente à bateria.
Bodoquena, a 245 km da capital, teve três ocorrências: duas urnas que travaram e uma impressora que não funcionava. Nenhum desses equipamentos precisou ser substituído. Outros dez municípios registraram uma ocorrência cada, incluindo Anastácio, Aparecida do Taboado, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Ivinhema, Jardim, Ponta Porã e Três Lagoas. Além de Coxim e Campo Grande, houve troca de urna também em Anastácio, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Deodápolis e Ivinhema.
Tipo de falha e soluções
A categoria mais frequente de falha foi a de urna que não funciona, com 11 registros. Esse grupo inclui travamentos, falhas ao ligar, erros de hardware e desligamentos espontâneos. Problemas de bateria ocupam o segundo lugar, com oito casos. O terminal do eleitor, onde o voto é digitado, teve cinco ocorrências, quatro delas no teclado. O terminal do mesário somou quatro registros. A biometria apareceu em três casos, seguida por problemas diversos (2) e impressora (1).
Em termos de solução, a reinicialização foi a medida mais utilizada, aplicada em 15 registros. A substituição da urna veio em seguida, com 13 casos. Mato Grosso do Sul possui 2.024.884 eleitores distribuídos em 1.036 locais de votação. O segundo turno mobilizou 27.960 mesários e cerca de 1.800 servidores da Justiça Eleitoral, atuando em 49 cartórios eleitorais. Segundo o TRE-MS, nenhum local de votação foi alterado entre o primeiro e o segundo turno.
O plano de contingência conta com o apoio da Energisa, que mantém cerca de 1.500 profissionais de plantão nos 79 municípios do estado. Encerrada a votação, os resultados serão transmitidos a partir de 54 pontos, incluindo juntas eleitorais, polos e cartórios. A previsão do TRE-MS é concluir a transmissão às 17h40, desde que não haja interferência do clima. Os números apresentados referem-se ao balanço das 11h e podem sofrer alterações até o fim da votação. O boletim não informa se as falhas causaram atrasos no atendimento aos eleitores nas seções afetadas.







