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Fumacê percorre seis bairros de Campo Grande nesta quinta-feira, das 16h às 22h

O serviço de borrifação ultrabaixo volume (UBV), popularmente chamado de fumacê, será realizado em seis bairros de Campo Grande nesta quinta-feira (7). A ação, coordenada pela Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), tem como objetivo reduzir a população do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

As equipes técnicas circularão entre 16h e 22h com veículos equipados para a liberação do inseticida em forma de névoa fina. O produto é aplicado em quantidade controlada para atingir especialmente os mosquitos adultos, com ênfase nas fêmeas, que são responsáveis pela transmissão das arboviroses.

Segundo a programação divulgada pela Sesau, os pontos de partida e referência em cada bairro são:

Popular: Rua Petrolândia, na esquina com a Rua Dona Maria Amélia.
Nova Campo Grande: Rua 90, no cruzamento com a Rua Oitenta e Oito.
Sobrinho: Rua Jorge Nahas, próximo à Rua dos Gladiolos.
Los Angeles: Rua Alberto Albertini, esquina com a Rua Juruce.
Centro Oeste: Rua dos Topógrafos, na altura da Rua Catiguá.
Alves Pereira: Rua Manoel Garcia de Souza, encontro com a Rua Tucuruvi.

Para aumentar a eficácia do inseticida, a orientação é que os moradores mantenham portas e janelas abertas durante a passagem do veículo. A abertura facilita a entrada da névoa nos imóveis, permitindo que o produto chegue a criadouros potenciais e locais de repouso dos mosquitos adultos.

A Sesau reforça que a pulverização pode ser suspensa ou adiada se houver chuva, ventos fortes ou neblina. Condições meteorológicas adversas dispersam o produto e comprometem a uniformidade da aplicação, reduzindo sua eficiência e ampliando o risco de exposição inadequada de pessoas e animais.

O fumacê atua diretamente sobre os mosquitos já alados e não afeta ovos ou larvas. Dessa forma, o método é considerado uma medida complementar às ações de eliminação de criadouros, como remoção de recipientes que acumulam água parada. A secretaria destaca a importância de manter quintais limpos, tampar caixas-d’água e descartar corretamente resíduos que possam se tornar focos do Aedes aegypti.

Embora o inseticida seja direcionado à espécie transmissora de dengue, zika e chikungunya, outras formas de vida podem entrar em contato com a substância. Por esse motivo, a aplicação segue protocolos que definem a dose exata e a velocidade de deslocamento dos veículos, evitam sobreposição de rotas e limitam o período de pulverização às últimas horas da tarde e início da noite, quando a atividade do mosquito é maior.

Além da programação atual, a CCEV mantém um calendário diário de monitoramento. Agentes de saúde visitam imóveis, registram focos e orientam a população sobre prevenção. Dados epidemiológicos, como índices de infestação e notificações de casos suspeitos, determinam a escolha dos bairros que recebem o fumacê.

Campo Grande registra atividades regulares de combate ao Aedes aegypti durante todo o ano, mas intensifica as medidas no período chuvoso, quando a proliferação do mosquito aumenta. A capital do Mato Grosso do Sul já integrou campanhas estaduais e federais de enfrentamento às arboviroses, com ações conjuntas de educação, fiscalização e atendimento em saúde pública.

Moradores que desejem obter informações adicionais ou comunicar possíveis criadouros podem acionar a Sesau pelos canais de atendimento disponibilizados pela prefeitura. A secretaria recomenda que a comunidade permaneça vigilante mesmo após a passagem do fumacê, pois a permanência de recipientes com água facilita a reinfestação e mantém o risco de transmissão das doenças.

Com a operação desta quinta-feira, o município pretende reduzir rapidamente a densidade vetorial nos bairros contemplados, aliviando a pressão sobre as unidades de saúde e contribuindo para a proteção da população durante a temporada de maior incidência de casos de dengue, zika e chikungunya.

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