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Governador Eduardo Riedel garante continuidade da gestão e campanha sem ataques em MS

Eduardo Riedel participa do Café com Política e responde a perguntas sobre governo, campanha e economia. Foto: Adriano Hany

Em entrevista ao Café Política, o governador Eduardo Riedel declarou que um eventual segundo mandato não trará uma “bala de prata” nem mudança brusca de rumo, mas sim a aceleração das ações já em andamento em Mato Grosso do Sul, e que a campanha eleitoral será conduzida por debate de indicadores, propostas e divergências, sem ataques pessoais.

O mandatário reforçou seu estilo ao afirmar: “Não sou homem de embate, sou homem de debate”, e garantiu que continuará administrando o Estado enquanto dividirá parte do tempo com a campanha a partir de domingo.

Sobre um possível “governo 2.0”, Riedel explicou que os governos precisam se adaptar à velocidade da sociedade, porém sem abandonar as diretrizes centrais nas áreas de educação, saúde, segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento humano, considerando mudanças de equipe e ajustes de rota como naturais.

Ele destacou indicadores positivos do Estado e apontou a necessidade de “acelerar a curva de ação”, citando a redução de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas e a queda de 52 % nas emissões de carbono da agropecuária nos últimos 15 anos, com a área de pasto passando de 22 milhões para 17 milhões de hectares e o rebanho de 24 milhões para 18 milhões de cabeças, mantendo volume de abate e exportação.

No programa Carbono Neutro 2031, Riedel afirmou que meio ambiente, economia e desenvolvimento social são interdependentes, mencionando a transformação da MS Mineral em MS Ativos Ambientais, cujo primeiro edital internacional pode movimentar US$ 80 milhões, com interesse de empresas suíças e americanas, e que o chamamento deve ocorrer ainda este ano.

Ele informou que o Estado possui indicadores de crescimento econômico, sendo o primeiro do Brasil em mobilidade social, taxa de desemprego de 3,6 %, quinta posição em renda média (cerca de R$ 4 mil por trabalhador) e crescimento anual entre 5 % e 7 %. O investimento público corresponde a 15 % da receita corrente líquida, comparado à média nacional de 2 % a 3 %.

Na educação, Riedel ressaltou que 51 % dos alunos da rede estadual no ciclo médio estão em cursos profissionalizantes, distribuídos em 92 modalidades, muito acima da média nacional de 18 %.

Socialmente, apontou a redução da população em pobreza extrema de 2,4 % para 1,6 % e declarou objetivo de eliminar esse quadro, além de mencionar cerca de 120 mil indígenas no Estado e a intenção de atuar com centros culturais, urbanização, saúde e educação respeitando cada etnia.

Sobre microempreendedores e mulheres, o governador afirmou que o Estado deve criar ambiente de negócios, infraestrutura e formação profissional, citando o exemplo de uma mulher que abriu um estabelecimento em casa na região da Moreninha 4 após a pavimentação.

Ele projetou R$ 30 bilhões em investimentos já contratados para a próxima década, informou que o Estado dispõe de R$ 82 bilhões em investimentos e espera chegar a R$ 100 bilhões até o fim do ano, enfatizando que o foco é usar esse crescimento para reduzir desigualdades.

Em relação ao setor produtivo, Riedel manteve parcerias com a FIEMS, FAMASUL e FECOMÉRCIO, mas descartou acordos com movimentos como o MST, destacando que estabilidade institucional é essencial para atrair investimentos.

Nos aeroportos, informou que Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá foram concessionados e receberam R$ 630 milhões em investimentos; Dourados, Três Lagoas e Bonito entrarão em processo de concessão com chamamento previsto para novembro.

Sobre as tarifas dos Estados Unidos, Riedel avaliou que o impacto direto em MS será menor que questões sanitárias na Europa e a participação da China, que absorve cerca de 40 % das exportações de carne bovina do Estado, e alertou que o debate se politizou em ano eleitoral.

Em relação a quedas de pontes, o governador reconheceu três colapsos em estruturas construídas pela mesma empresa, anunciou a contratação de uma empresa de engenharia especializada para avaliar as demais e estimou que a reconstrução da ponte sobre o Rio Taquari custará entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões, com diagnóstico em até dois meses.

Por fim, sobre o programa Regularize, Riedel explicou que ele funciona como alerta e educação tributária, ajudando contribuintes a identificar divergências antes da reforma tributária prevista para 2028, admitindo falhas na comunicação inicial, mas mantendo o objetivo de preparar empresários para a nova realidade.

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