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Guardas municipais protestam em Campo Grande exigindo pagamento de adicional de periculosidade

Sindicato critica sucessivos pedidos de prazo feitos pelo município Foto: PMCG

Guardas municipais de Campo Grande protestaram na manhã de quinta-feira (3) em frente ao Paço Municipal, exigindo cumprimento de decisões judiciais que garantem direitos da categoria.

A principal demanda é o pagamento do adicional de periculosidade. Em 2025, a Justiça ordenou que a Prefeitura criasse comissão para estudar e elaborar laudo que defina o percentual do benefício, de acordo com o grau de risco das atividades.

Decisões judiciais

Apesar da criação da comissão, o sindicato afirma que as medidas necessárias para elaborar o laudo não avançaram dentro do prazo judicial. O município recebeu mais 30 dias para cumprir a determinação, mas continua solicitando extensões.

Hudson Bonfim, presidente do sindicato, criticou a falta de comunicação prévia com o sindicato, dizendo: “Nós estávamos sentados na mesa conversando, porém ela não comunicou o Sindicato dos Guardas, e isso soou para nós como uma falta de respeito”.

Outra decisão judicial envolve a promoção dos inspetores. O enquadramento deveria ocorrer em janeiro de 2025 com reajuste de 40%, mas só aconteceu em abril com aumento de 20%. O sindicato afirma que os valores retroativos ainda não foram pagos.

Reivindicações de benefícios

Além das questões judiciais, os guardas reclamam de diferença no auxílio-alimentação. Enquanto recebem R$ 494, servidores de outras categorias recebem cerca de R$ 1,2 mil, segundo o sindicato.

Próxima manifestação

O protesto foi classificado como pacífico. A categoria espera reunião com a Prefeitura, mas não houve encontro presencial. Uma nova manifestação está marcada para terça-feira (8), às 9h, no Paço Municipal, para cobrar o laudo, os valores retroativos e a revisão do auxílio.