Search

Homem de 36 anos é preso em Paranaíba por descumprir medida protetiva e provocar perturbação

Um homem de 36 anos foi detido pela Polícia Militar na tarde de sábado, 24, em Paranaíba, município de Mato Grosso do Sul, após ser denunciado por violência doméstica, ameaça e perturbação da tranquilidade. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, irmã do suspeito, informou que o homem arremessava pedras contra o telhado da residência dela e proferia ofensas verbais, contrariando uma medida protetiva solicitada dias antes.

A chamada ao serviço de emergência partiu de uma moradora do bairro De Lourdes. Ao relatar a situação, a mulher destacou que havia solicitado a intervenção judicial quatro dias antes do episódio, mas que o documento formalizado ainda não fora entregue a ela. Mesmo assim, a suposta violação do acordo motivou a intervenção imediata dos militares.

Durante o deslocamento até o endereço indicado, a equipe policial visualizou o suspeito na Rua Araxá, nas proximidades de um bar. No momento da abordagem, os agentes confirmaram que o indivíduo utilizava uma tornozeleira eletrônica de monitoramento. Essa informação foi citada no registro policial e reforçou o quadro de reincidência, já que o dispositivo é empregado justamente para acompanhar o cumprimento de medidas judiciais.

Os militares deram voz de prisão ao homem ainda no local. Logo depois, conduziram o suspeito à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba para os procedimentos cabíveis. A vítima também foi encaminhada à unidade policial, onde prestou depoimento sobre o episódio e reforçou a versão apresentada na ligação feita ao serviço de emergência.

No depoimento, a mulher reiterou que a solicitação da medida protetiva fora protocolada quatro dias antes dos fatos. O documento, segundo ela, não havia sido oficialmente entregue até o momento da ocorrência, mas o conteúdo já havia sido apresentado às autoridades. O caso foi registrado para apuração, e a polícia abriu inquérito para verificar as circunstâncias, bem como para avaliar se houve descumprimento deliberado da ordem judicial.

O boletim de ocorrência descreve que, além das ameaças verbais, o suspeito lançou pedras no telhado da casa da irmã. A ação causou barulho intenso e preocupação entre vizinhos, levando ao registro de perturbação da tranquilidade. Embora não tenham sido relatados danos estruturais, o comportamento foi considerado capaz de intimidar a vítima e de caracterizar infração penal.

Conforme o procedimento padrão da Polícia Militar, a abordagem ao suspeito ocorreu de forma ostensiva, com a identificação visual do indivíduo em via pública. Os policiais confirmaram os dados de monitoramento da tornozeleira eletrônica e, após a checagem, formalizaram a prisão em flagrante. O equipamento permaneceu com o detido, que foi conduzido à delegacia para apresentação à autoridade policial de plantão.

A Polícia Civil agora conduz a investigação sobre o suposto descumprimento de medida protetiva e sobre o crime de ameaça. Os agentes também devem avaliar se há necessidade de solicitar novas medidas cautelares ou reforço no monitoramento eletrônico. A vítima, por sua vez, aguarda a efetivação da medida protetiva solicitada, que deve ser oficialmente comunicada assim que o documento estiver disponível.

Apesar da prisão em flagrante, não há informações nos autos, até o momento, sobre audiências de custódia ou sobre eventual encaminhamento do suspeito ao sistema prisional. Caberá à autoridade judiciária analisar o caso, determinar se ele permanecerá detido ou se haverá aplicação de outras medidas alternativas.

O registro do caso serve de base para eventuais desdobramentos judiciais e para a formulação de denúncia pelo Ministério Público. Enquanto isso, a Polícia Civil mantém a investigação em andamento, colhendo depoimentos e reunindo provas que possam comprovar ou refutar a violação da ordem protetiva e a prática de perturbação.

Até o fechamento desta reportagem, não foram divulgados detalhes sobre possíveis audiências, tampouco houve manifestação oficial do suspeito. A vítima permanece sob acompanhamento das autoridades responsáveis, que afirmam monitorar o caso para garantir a segurança dela e a aplicação das medidas previstas em lei.

Isso vai fechar em 35 segundos