Um homem de 37 anos, que estava com mandado de prisão em aberto por furto qualificado, foi preso na manhã desta quinta-feira (30) em Campo Grande. A captura foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Polinter e Capturas (Polinter) por volta das 8h, em um condomínio residencial localizado na região da Vila Carvalho.
De acordo com informações da Polícia Civil, a ordem judicial que motivou a prisão foi expedida em setembro de 2025 no âmbito de um processo que tramita no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Desde a expedição do mandado, o investigado era considerado foragido e vinha sendo procurado pelas autoridades competentes.
A operação desta quinta-feira teve como foco o cumprimento do mandado de prisão. Após levantamentos de endereço e confirmação de que o suspeito permanecia no condomínio, os agentes se deslocaram até o local e efetuaram a detenção sem registro de resistência. O condomínio, situado em área predominantemente residencial da Vila Carvalho, foi alvo de monitoramento discreto para garantir a segurança dos moradores durante a execução da medida judicial.
O crime que motivou o processo é classificado como furto qualificado, tipificação que, segundo o Código Penal Brasileiro, abrange circunstâncias como rompimento de obstáculo, concurso de pessoas ou emprego de fraude. Apesar da natureza do delito, a investigação detalhada sobre a conduta do suspeito ocorre no âmbito do TJMS, responsável também pela emissão do mandado de prisão agora cumprido.
A Polinter informou que a captura fez parte da rotina de verificação de mandados em aberto conduzida regularmente pela delegacia. A unidade tem atuação voltada à localização de pessoas requisitadas pela Justiça, seja em razão de condenações, prisões preventivas ou temporárias. Para esse trabalho, os policiais utilizam bancos de dados judiciais, denúncias encaminhadas pela população e diligências de campo.
Desde que a ordem de prisão foi expedida em 2025, o homem havia conseguido evitar o contato com as equipes policiais. A identificação de seu paradeiro foi possível, segundo a Polícia Civil, graças a informações recebidas recentemente e checadas pelos investigadores, que apontaram a permanência dele no endereço monitorado.
A corporação destaca que a colaboração da comunidade é crucial para localizar pessoas procuradas e reitera que denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima. Os canais disponíveis incluem o e-mail [email protected] e o WhatsApp (67) 99202-2658. A identidade do denunciante é preservada, e nenhuma informação pessoal é exigida no ato do contato.
Após o cumprimento do mandado, o suspeito permanece à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil não informou detalhes sobre eventual transferência para unidade prisional ou prazos relacionados a audiências judiciais, limitando-se a confirmar que as providências cabíveis seguirão o trâmite legal determinado pelo TJMS.
O caso reforça a política institucional de incentivo à participação popular no combate à criminalidade. De acordo com a Polícia Civil, relatos encaminhados pelos canais oficiais contribuem diretamente para a localização de foragidos, reduzindo o tempo entre a expedição do mandado e a efetiva prisão. A corporação salienta ainda que qualquer informação, por mais simples que pareça, pode auxiliar no planejamento das operações.
A captura realizada na Vila Carvalho integra o calendário rotineiro de ações da Polinter em Campo Grande, cidade onde a delegacia mantém trabalho contínuo de checagem de ordens judiciais pendentes. Além de diligências em endereços urbanos, as equipes também atuam em zonas rurais e em municípios vizinhos, sempre em busca de indivíduos que descumpram determinações judiciais.
A Polícia Civil reafirma que a iniciativa de encaminhar denúncias é segura, gratuita e protegida por sigilo absoluto. Os contatos podem ser feitos a qualquer momento, e o cidadão não precisa se identificar. A orientação oficial é registrar o máximo de informações possíveis sobre o foragido, como locais frequentados e horários em que costuma estar presente, para facilitar o planejamento das equipes de captura.
Com a prisão desta quinta-feira, a Polinter segue cumprindo sua atribuição legal de apoiar o Judiciário no encerramento de processos em fase de execução penal. As investigações que apuram o furto qualificado atribuído ao suspeito continuam no TJMS, onde serão definidas as próximas etapas judiciais a partir do cumprimento do mandado de prisão.








