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Idoso morre em Campo Grande 14 dias após ser golpeado na cabeça durante briga

Um homem de 65 anos morreu na manhã desta quarta-feira (29) na Santa Casa de Campo Grande, após permanecer 14 dias internado em decorrência de um ferimento na cabeça provocado por um golpe de madeira durante uma briga ocorrida no Jardim Itamaracá. O caso, registrado pela Polícia Civil como homicídio simples, segue em investigação, e o suspeito continua em liberdade.

De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão teve início na noite de 15 de abril, em via pública no bairro localizado na região sul da capital sul-mato-grossense. Naquele momento, o idoso discutia com uma mulher quando, segundo testemunhas, teria passado a enforcá-la. A agressão despertou a reação de familiares da vítima, que tentaram cessar o ataque.

Um tio da mulher interveio e, conforme a polícia, utilizou um pedaço de madeira para atingir o idoso na cabeça. O impacto do golpe fez com que a vítima caísse ao chão, desacordada. Moradores acionaram os serviços de emergência imediatamente após o episódio.

Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros chegaram ao local poucos minutos depois. Os socorristas constataram um trauma craniano e encaminharam o homem em estado grave à Santa Casa, principal hospital de referência para atendimentos de urgência em Campo Grande. A entrada da vítima na unidade hospitalar foi registrada ainda na mesma noite.

Durante o período de internação, o paciente foi submetido a exames de imagem e a procedimentos voltados à contenção de hemorragias internas. Apesar dos esforços da equipe médica, o quadro clínico permaneceu crítico, com oscilações no nível de consciência e complicações associadas ao traumatismo cranioencefálico. Após duas semanas sem evolução favorável, o óbito foi confirmado na manhã de quarta-feira.

A Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol) foi comunicada da morte e reclassificou o registro inicial de lesão corporal para homicídio simples, previsto no artigo 121 do Código Penal. Policiais civis reuniram laudos do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) e depoimentos de testemunhas a fim de subsidiar o inquérito.

Até o momento, o suspeito, identificado como tio da mulher envolvida na discussão, não foi localizado para prestar esclarecimentos formais. Conforme a Polícia Civil, diligências incluem a verificação de endereços, análise de imagens de câmeras instaladas na região e contato com familiares do investigado. Se houver indícios de fuga deliberada, a autoridade responsável poderá representar por medidas cautelares, como prisão preventiva.

O boletim de ocorrência também descreve que a mulher, alvo inicial da suposta tentativa de enforcamento, prestou depoimento espontaneamente horas após o fato. Ela apresentou escoriações leves no pescoço e afirmou ter recebido atendimento médico ambulatorial. O relato será confrontado com versões colhidas junto a demais presentes à cena para definir a dinâmica exata dos acontecimentos.

A Santa Casa informou, em documento enviado à polícia, que o óbito decorreu de traumatismo cranioencefálico causado por objeto contundente. O laudo necroscópico deverá apontar a extensão das lesões, fator considerado essencial para estabelecer o nexo causal entre o golpe e a morte, bem como para embasar eventual denúncia do Ministério Público.

Com a conclusão dos laudos periciais e o término das oitivas, a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário deverá encaminhar o inquérito ao Poder Judiciário. O processo seguirá os trâmites legais até a definição de eventual responsabilização penal do autor. Enquanto isso, familiares do idoso iniciaram os preparativos para o sepultamento, previsto para ocorrer em Campo Grande.

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