Um homem de 24 anos foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (21) em Campo Grande após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça no âmbito de um inquérito de violência doméstica. A detenção foi realizada por equipes da Seção de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam), que localizaram o suspeito enquanto ele trabalhava em uma empresa situada no bairro Jardim Paulista.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado havia obtido liberdade provisória após ter sido autuado em flagrante no mês anterior pelas agressões contra a ex-companheira. Entre as condições impostas, estavam o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar da vítima ou de locais por ela frequentados. Relatórios de monitoramento, porém, apontaram violações repetidas dessas determinações judiciais, o que motivou o pedido de prisão preventiva.
Ocorrência que originou a investigação
O caso teve início na noite de 15 de março, no bairro Portal Caiobá, quando a vítima, de 31 anos, retornou à residência que dividia com o suspeito para recolher pertences pessoais. Ela estava acompanhada da irmã, de 24 anos, por conta da recente separação do casal. Segundo o boletim de ocorrência, uma discussão sobre a divisão de bens levou o homem a agredir física e verbalmente a ex-companheira.
Durante o incidente, o investigado quebrou o aparelho celular da vítima, danificou uma televisão de 50 polegadas e causou lesões na mão direita e no dedo indicador esquerdo da mulher. Ainda conforme a polícia, ele proferiu ameaças e injúrias contra a ex-parceira, o que ampliou o rol de crimes apurados. A equipe policial foi acionada e conduziu o agressor à delegacia, onde ele foi autuado em flagrante por lesão corporal, ameaça, injúria e dano ao patrimônio.
Medidas cautelares e monitoramento eletrônico
Após a prisão em flagrante, o suspeito passou por audiência de custódia e obteve liberdade provisória, condicionada ao cumprimento de medidas protetivas de urgência. Entre elas, estava a utilização de tornozeleira eletrônica para garantir o afastamento da vítima, além da proibição de frequentar a residência, o local de trabalho ou qualquer ambiente onde ela pudesse estar. Essas medidas visavam preservar a integridade física e psicológica da mulher.
Entretanto, relatórios técnicos do sistema de monitoramento revelaram que o homem desrespeitou reiteradamente as áreas de restrição determinadas. Segundo a investigação, ele aproximou-se da casa da vítima e de outros locais que ela costuma frequentar, configurando descumprimento das ordens judiciais. Tais violaçãoes foram registradas e encaminhadas ao Poder Judiciário, resultando na solicitação de sua prisão preventiva.
Prisão preventiva e situação atual
Diante do risco apontado pelos investigadores, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, medida acolhida pelo juízo competente. O mandado foi cumprido na manhã desta quinta-feira, quando os agentes localizaram o investigado em seu ambiente de trabalho, no bairro Jardim Paulista. Após ser informado sobre a ordem judicial, ele foi conduzido às dependências da 1ª Deam para os procedimentos legais.
O suspeito permanece à disposição da Justiça e aguarda os desdobramentos do processo que apura os crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e dano, agora agravados pelo descumprimento das medidas protetivas. A Polícia Civil destacou que o cumprimento rigoroso dessas determinações é fundamental para a proteção de vítimas de violência doméstica e reforçou que novas violações podem resultar em sanções mais graves.
O caso segue sob investigação da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Campo Grande, que continua colhendo informações e depoimentos para concluir o inquérito. Não há previsão de audiência ou julgamento imediato, mas o inquérito reúne elementos sobre os eventos de 15 de março e sobre as posteriores infrações às condições estipuladas pela Justiça.
A Polícia Civil informou ainda que mantém canais de denúncia abertos para casos de violência doméstica, incentivando que vítimas ou testemunhas procurem auxílio sempre que identificarem situações de risco. A orientação é acionar imediatamente as autoridades competentes para garantir a aplicação das medidas legais disponíveis e resguardar a segurança das pessoas envolvidas.








