Uma jovem de 22 anos foi esfaqueada na noite de domingo, 12 de maio, no bairro Santa Alice, em Paranaíba, município localizado no leste de Mato Grosso do Sul. O ataque ocorreu depois de uma discussão motivada por ciúmes e envolveu o ex-companheiro da vítima, segundo informações confirmadas pela Polícia Militar da cidade.
De acordo com o relato policial, a agressão foi desferida por meio de um canivete. A vítima recebeu um golpe na região da boca e sofreu um segundo ferimento na mão ao erguer o braço para se proteger. Logo após os ferimentos, a jovem recebeu socorro de pessoas que se encontravam nas proximidades, enquanto a autora deixou o local antes da chegada das equipes de segurança.
Um chamado foi registrado junto ao Centro de Operações da Polícia Militar pouco depois do incidente. Quando os agentes chegaram ao endereço indicado, encontraram a vítima consciente, porém com sangramento visível no rosto e na mão. Testemunhas relataram que a discussão, iniciada na via pública, envolveu acusações de ciúmes relacionadas ao ex-namorado da jovem, culminando na agressão física com uso de arma branca.
Os policiais militares acionaram imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe de socorro realizou os primeiros procedimentos ainda no local e encaminhou a jovem à Santa Casa de Paranaíba. Ao dar entrada na unidade hospitalar, a paciente passou por avaliação clínica e procedimentos de sutura. Segundo o boletim médico divulgado aos agentes de segurança, o estado de saúde foi considerado estável, sem risco de morte.
O nome da suspeita não foi divulgado. Conforme o registro do boletim de ocorrência, ela fugiu a pé instantes depois do golpe e não havia sido localizada até a última atualização fornecida pela Polícia Militar. Buscas foram realizadas em endereços apontados por testemunhas e em locais onde a investigada costuma frequentar, mas, até o momento, não houve êxito na captura.
A corporação informou que todos os elementos colhidos na cena do crime, incluindo depoimentos de vizinhos e familiares, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa qualificada pelo uso de arma branca. Investigadores devem ouvir a vítima assim que ela receber alta médica para esclarecer detalhes sobre a motivação exata do ato e o vínculo entre as partes envolvidas.
A Polícia Civil também trabalha na coleta de imagens de câmeras de segurança instaladas em estabelecimentos próximos. O objetivo é identificar a rota de fuga da suspeita e agilizar sua localização. Informações que possam contribuir com as buscas podem ser repassadas de forma anônima por meio do telefone 190 ou pelo Disque-Denúncia local.
Enquanto isso, a vítima permanecerá em observação na Santa Casa para monitoramento de possíveis complicações decorrentes dos ferimentos. De acordo com a equipe médica, o corte na boca exigiu pontos internos e externos, mas não provocou danos ósseos. Já o ferimento na mão foi superficial, sem comprometimento de tendões ou estruturas nervosas.
Até o encerramento deste relato, não havia sinalização de medidas judiciais, como pedido de prisão preventiva, contra a suspeita. A Delegacia de Atendimento à Mulher de Paranaíba acompanha o caso por envolver possível crime motivado por disputa afetiva e violência interpessoal. A corporação reforça que qualquer cidadão que disponha de dados sobre o paradeiro da agressora pode colaborar com as investigações.
O episódio reacende o alerta para conflitos gerados por relações anteriores e destaca a importância de intervenções rápidas diante de ameaças ou situações de violência. A Polícia Militar reforça que discussões que evoluem para agressões devem ser comunicadas imediatamente às autoridades por meio dos canais oficiais de emergência, possibilitando resposta ágil e preventiva.









