O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assina nesta quinta-feira (25) o termo de posse do professor Etienne Biasotto como reitor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) para o quadriênio 2026-2030. Na mesma ocasião, será empossada a vice-reitora Danielle Marques Vilela. O ato integra a programação oficial da visita presidencial a Mato Grosso do Sul e ocorrerá durante o evento de entrega de títulos de regularização fundiária no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, com início previsto para as 13h no horário local.
A presença da posse na agenda do Palácio do Planalto foi articulada pelo deputado federal Vander Loubet (PT), que enviou ofício ao Governo Federal solicitando a inclusão. A assinatura encerra o processo administrativo de escolha da nova gestão universitária e marca, formalmente, o início do mandato de Biasotto e Vilela à frente da instituição.
O processo eleitoral que resultou na composição da chapa começou com consulta à comunidade acadêmica da UFGD. Na votação realizada em 26 de março de 2026, a Chapa 1 – “Avança UFGD”, encabeçada por Biasotto e Vilela, obteve 56,30% dos votos, superando as demais candidaturas. Em seguida, os dois foram confirmados pelo Colégio Eleitoral da universidade, que elaborou a lista tríplice encaminhada ao Ministério da Educação (MEC). Com a assinatura do presidente da República, a etapa final da nomeação se completa.
A posse representa também um momento simbólico para a UFGD em razão dos acontecimentos de 2019. Naquele ano, Biasotto foi o mais votado na consulta à comunidade universitária e no Colégio Eleitoral. Entretanto, em 1º de maio de 2019, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomeou a professora Mirlene Damázio como reitora pro tempore, contrariando o resultado interno.
Após a passagem de Damázio, a instituição teve dois outros gestores interinos. Em 5 de fevereiro de 2021, o professor Lino Sanabria assumiu a Reitoria, também em caráter pro tempore. Posteriormente, em 23 de junho de 2022, o MEC nomeou o professor Jones Dari Goettert, integrante da lista tríplice de 2019, para ocupar o cargo de reitor, enquanto a professora Cláudia Gonçalves de Lima assumiu a Vice-Reitoria. Cláudia havia sido eleita vice pela mesma chapa de Biasotto no pleito de 2019.
Com a cerimônia prevista para esta quinta-feira, a universidade encerra um ciclo marcado por gestões interinas e inaugura uma administração eleita diretamente e homologada pelo Governo Federal. O mandato de quatro anos de Biasotto e Vilela compreende desde a assinatura desta semana até 2030, conforme determina o estatuto da UFGD para o período 2026-2030.
O evento no Assentamento Itamarati, além de conferir a posse à nova Reitoria, contempla a entrega de títulos de regularização fundiária a famílias assentadas. A atividade é organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e contará com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais. A expectativa é de que a agenda reúna representantes de movimentos sociais, produtores rurais e servidores públicos.
Na avaliação da administração universitária, a oficialização da nova gestão permite retomar projetos acadêmicos e administrativos que dependiam da definição de uma liderança efetiva. Ao assumir o cargo, Biasotto ganha legitimidade para conduzir processos internos, pleitear recursos junto aos ministérios e articular parcerias institucionais.
Com campi em Dourados e unidades em municípios vizinhos, a UFGD atende milhares de estudantes em cursos de graduação e pós-graduação. A universidade foi criada em 2005 a partir do desmembramento da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A posse da nova Reitoria ocorre, portanto, em um contexto de expectativas quanto à ampliação de vagas, investimentos em pesquisa e fortalecimento da extensão universitária na região da Grande Dourados.
Encerrada a solenidade em Ponta Porã, a agenda presidencial prevê retorno a compromissos em Brasília. Já Biasotto e Vilela devem retornar a Dourados para iniciar oficialmente as atividades administrativas, inclusive a nomeação de pró-reitores e a instalação de grupos de trabalho para o planejamento estratégico dos próximos quatro anos.









