Na quarta‑feira, 12 de agosto, aproximadamente uma centena de estudantes do curso de Medicina da Uniderp realizou protesto em frente à unidade da Rua Ceará, na Vila Antônio Vendas, em Campo Grande, denunciando a precariedade da infraestrutura e a nova Avaliação de Progressão por Competências (APPC).
Os manifestantes carregavam cartazes e faixas, o que provocou lentidão momentânea no trânsito local; a ação foi acompanhada pela Polícia Militar.
Os alunos apontam problemas nas salas de aula e nos laboratórios utilizados nas atividades práticas diárias, enquanto o curso tem mensalidades que variam de R$ 10 mil no início até mais de R$ 16 mil nos períodos finais.
A principal reivindicação refere‑se à APPC, que exige nota mínima 7 ou percentual fixo de acertos para avançar e ingressar no internato, podendo reter o estudante mesmo com aprovação nas disciplinas regulares.
Os estudantes questionam a aplicação da regra a quem ingressou antes das novas normas nacionais e alegam que a legislação federal prevê avaliações de desempenho, mas não estabelece corte eliminatório ou retenção compulsória.
A coordenação recebeu notificação formal solicitando esclarecimentos em até 10 dias úteis, inclusive se o MEC foi consultado; a falta de resposta pode levar a ação judicial ou recurso a órgãos de fiscalização.
Em nota oficial, a Uniderp informou que mantém um plano de investimentos em infraestrutura, com início previsto ainda em agosto, incluindo novos laboratórios, salas de tutoria e auditórios, além de parcerias com a rede pública de saúde.
Sobre a APPC, a universidade afirmou que o instrumento acompanha o desenvolvimento dos estudantes, está em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais e que manifestações não gerarão retaliações.
Uma nova reunião entre a coordenação e representantes das turmas está agendada para 18 de agosto, quando serão detalhados o cronograma das obras e debatidas as propostas dos alunos, que devem ser protocoladas até 17 de agosto.








