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Mato Grosso do Sul supera US$ 10,1 bilhões em vendas externas do agro e consolida força nacional

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com exportações do agronegócio acima de US$ 10,1 bilhões, desempenho que coloca o Estado entre os maiores polos produtivos do país. O resultado foi construído a partir da expansão simultânea dos segmentos de grãos, carnes e florestas plantadas, em um ano em que o setor bateu recordes em todo o território nacional.

No cenário brasileiro, o agronegócio movimentou R$ 3,2 trilhões em 2025, valor equivalente a 25,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A cadeia também gerou mais de 28 milhões de empregos diretos e indiretos. Dentro desse contexto, Mato Grosso do Sul respondeu por cerca de 97,9 mil postos de trabalho vinculados às atividades rurais, com a bovinocultura liderando a oferta de vagas, seguida por florestas plantadas, produção de soja, serviços de apoio à agricultura e cultivo de cana-de-açúcar.

O Valor Bruto da Produção (VBP) sul-mato-grossense atingiu R$ 86 bilhões em 2025. Desse montante, aproximadamente 64% foram provenientes da agricultura e 36% da pecuária, demonstrando a relevância das lavouras para a economia estadual sem deixar de evidenciar a contribuição do rebanho bovino, quarto maior do país em produção e exportação de carne.

Florestas plantadas superam complexo soja em receitas externas

Pela primeira vez, os produtos florestais lideraram a pauta exportadora do Estado, somando US$ 3,12 bilhões no ano. O complexo soja, até então principal fonte de divisas, ficou na segunda posição, com US$ 2,94 bilhões. Na sequência apareceram as carnes, responsáveis por US$ 2,44 bilhões.

A China permaneceu como o principal comprador do agronegócio sul-mato-grossense, absorvendo 47,2% do total embarcado. A concentração nas vendas para o mercado asiático reforça, segundo entidades do setor, a necessidade de manter padrões sanitários e de sustentabilidade que atendam às exigências internacionais.

Safras futuras projetam volumes maiores de soja e milho

As projeções para 2025/2026 indicam continuidade da expansão agrícola. A colheita de soja deve atingir 17,7 milhões de toneladas, enquanto a de milho pode alcançar 11,1 milhões de toneladas em 2026. Caso confirmadas, as estimativas tendem a fortalecer ainda mais a pauta de exportações e o VBP estadual.

Rebanho bovino mantém posição de destaque

Na pecuária, Mato Grosso do Sul consolidou a quarta colocação nacional na produção de carne bovina, com cerca de 1,055 milhão de toneladas em 2025. A performance apoia-se no avanço de técnicas de manejo, no uso de genética aprimorada e na integração com sistemas de cultivo que permitem elevar a produtividade por hectare.

Qualificação profissional sustenta o crescimento

Entidades representativas apontam a capacitação da mão de obra como fator decisivo para os resultados positivos. O Sistema Famasul avalia que a combinação de eficiência nas propriedades com fortalecimento institucional explica o bom momento do setor no Estado. Já o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS) ampliou programas voltados à agricultura de precisão, manejo de rebanhos, operação de máquinas e gestão, preparando trabalhadores para um ambiente produtivo cada vez mais tecnológico.

De acordo com a entidade, o agricultor e o pecuarista atuais necessitam de ferramentas de gestão, domínio de tecnologias e equipes preparadas para operar equipamentos sofisticados. A profissionalização, portanto, tornou-se elemento estratégico para preservar competitividade diante de mercados rigorosos e em constante mudança.

Custos pressionam, mas produtividade compensa

Apesar dos indicadores favoráveis, produtores relatam pressões sobre os custos de produção, principalmente em itens como fertilizantes, diesel, frete e crédito rural. Ainda assim, ganhos de produtividade, adoção de tecnologia e abertura de novos mercados sustentam a trajetória de crescimento do setor no Estado.

Com receitas externas ultrapassando a marca de US$ 10 bilhões, valorização do VBP e expansão na geração de empregos, Mato Grosso do Sul reforça sua posição estratégica no agronegócio brasileiro e sinaliza continuidade na busca por eficiência e ampliação de mercado para as próximas safras.

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