O programa municipal Vira CG Saúde iniciou nesta segunda-feira, 15, o primeiro Dia D dedicado ao atendimento oncológico no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande (MS). A mobilização marca o começo da execução de 2.313 procedimentos previstos em parceria entre a prefeitura e a unidade hospitalar, com foco em ampliar o acesso a cirurgias, exames e terapias especializadas.
A ação compõe um pacote de investimentos de R$ 7,5 milhões destinado a acelerar o atendimento de pacientes que aguardam intervenções de alta complexidade na rede pública municipal. O recurso cobre custos de cirurgias, exames diagnósticos e tratamentos, além de despesas assistenciais e operacionais que possibilitam a realização do mutirão.
De acordo com o cronograma estabelecido, o hospital organizará os atendimentos de forma programada ao longo dos próximos meses. As agendas contemplam especialidades oncológicas em ortopedia, urologia, mastologia, cabeça e pescoço, além de sessões de radioterapia e procedimentos de hemodinâmica. A meta da administração municipal é reduzir filas de espera e agilizar diagnósticos e terapias para pacientes já cadastrados no sistema de regulação.
No primeiro dia de mobilização, cerca de 50 pacientes foram convocados para avaliações clínicas, exames preparatórios e, quando indicado, encaminhamento direto às salas cirúrgicas ou aos setores de tratamento. A seleção obedeceu a critérios médicos e à ordem de prioridade estabelecida pela Secretaria Municipal de Saúde, considerando o tempo de espera e a gravidade de cada caso.
Além de cirurgias oncológicas, o pacote contempla exames de imagem, biópsias, consultas especializadas e sessões de radioterapia fracionadas. Procedimentos de hemodinâmica, empregados no diagnóstico e no tratamento de tumores por via endovascular, também fazem parte do roteiro assistencial. Todo o fluxo acontece dentro das dependências do Hospital Alfredo Abrão, referência regional no atendimento a pacientes com câncer.
Segundo a prefeitura, a estratégia de mutirões integra uma série de medidas voltadas à retomada de procedimentos represados durante o período crítico da pandemia de covid-19. Com o reforço das equipes assistenciais e a ampliação de horários de funcionamento, a administração municipal pretende diminuir significativamente o número de pessoas na fila por intervenções oncológicas até o fim do semestre.
O Vira CG Saúde foi lançado com o objetivo de acelerar múltiplas frentes de atendimento de média e alta complexidade em Campo Grande. Na fase atual, o foco recai sobre a oncologia, área que concentra parte expressiva da demanda reprimida. A previsão é de que as cirurgias e tratamentos iniciados nesta etapa sejam concluídos dentro do primeiro semestre, a depender da complexidade de cada caso e da evolução clínica dos pacientes.
Os recursos investidos abrangem honorários médicos, insumos hospitalares, materiais cirúrgicos, medicamentos e manutenção de equipamentos. Para assegurar a continuidade dos serviços, o hospital reorganizou escalas de profissionais, ampliou turnos de atendimento e reservou leitos pós-operatórios específicos para os casos incluídos no mutirão.
Os pacientes contemplados são contatados previamente pelas equipes de regulação municipal, responsáveis por confirmar dados clínicos, atualizar exames laboratoriais e fornecer orientações quanto ao preparo pré-operatório. Após a realização do procedimento ou tratamento, o acompanhamento ambulatorial permanece sob responsabilidade do hospital, conforme protocolos estabelecidos para cada especialidade.
Com a execução dos 2.313 procedimentos, a Secretaria Municipal de Saúde projeta impacto direto na redução do tempo médio de espera por cirurgias oncológicas e na liberação de vagas para novos encaminhamentos. O mutirão no Hospital de Câncer Alfredo Abrão segue calendário interno que será atualizado conforme a conclusão das etapas, mantendo a meta de atender todos os casos previstos com segurança assistencial e dentro dos prazos estipulados.
O município informou que futuras ações do Vira CG Saúde devem abranger outras áreas médicas, replicando o modelo de mutirões para especialidades com maior volume de demanda. Enquanto isso, a prioridade permanece centrada na oncologia, setor que recebe, a partir desta segunda-feira, a maior operação de procedimentos concentrados já realizada na capital sul-mato-grossense.








