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PL e PT concentram maior parte do Fundo Eleitoral; STJ encerra ação contra Azambuja e Riedel intensifica agenda pelo interior

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a divisão dos R$ 4,9 bilhões destinados ao financiamento das campanhas municipais deste ano. De acordo com a tabela aprovada, o Partido Liberal receberá R$ 881 milhões, valor que representa a maior cota entre todas as legendas. Em seguida aparece o Partido dos Trabalhadores, com R$ 615 milhões, enquanto o União Brasil ficará com R$ 526 milhões. Na soma, essas três siglas concentrarão aproximadamente 40 % de todo o montante disponível para as eleições.

A distribuição obedece aos critérios previstos na legislação eleitoral, que levam em conta fatores como número de representantes na Câmara dos Deputados e no Senado, além dos votos obtidos nas últimas eleições gerais. O valor total do Fundo Eleitoral permanece em R$ 4,9 bilhões, patamar definido pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Os partidos têm obrigação de aplicar os recursos exclusivamente em despesas de campanha, sujeitando-se a prestação de contas ao TSE.

Enquanto a partilha dos recursos foi homologada pelo TSE, o Superior Tribunal de Justiça encerrou um processo de grande repercussão política em Mato Grosso do Sul. Por decisão unânime, a Corte arquivou a ação penal que investigava o ex-governador Reinaldo Azambuja, atualmente filiado ao PL. O inquérito apurava suspeitas de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro referentes ao período de 2014 a 2016.

O colegiado do STJ seguiu entendimento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que havia apontado ausência de provas consideradas válidas e excesso de prazo na tramitação das investigações. Com o arquivamento, não cabem mais recursos no âmbito da Justiça comum, encerrando de forma definitiva o processo contra o ex-chefe do Executivo sul-matogrossense.

No cenário político estadual, o governador Eduardo Riedel, do Progressistas, mantém intensa agenda de compromissos pelo interior. Em 20 de junho, o mandatário participará de eventos em Três Lagoas, onde serão lançadas ações alusivas aos 111 anos de emancipação política do município. As visitas fazem parte de uma série de deslocamentos iniciada no primeiro semestre, na qual Riedel busca acompanhar obras, anunciar investimentos e dialogar com lideranças locais.

A movimentação ocorre em período de articulações preliminares para o pleito de 2026, quando o governador poderá disputar a reeleição. Embora as eleições gerais ainda estejam distantes, a presença frequente nos municípios tem sido interpretada por observadores políticos como estratégia para consolidar apoios regionais e ampliar a visibilidade do Executivo estadual.

Em Três Lagoas, além da agenda do governador, a Câmara Municipal deverá apreciar nas próximas semanas o projeto denominado “De Volta para Casa”, apresentado pelo vereador Adriano César Rodrigues, conhecido como Sargento Rodrigues. A proposta prevê a concessão de auxílio para o deslocamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social que desejem retornar ao município de origem ou a localidades onde possuam vínculos familiares comprovados.

O texto estabelece que o benefício será concedido somente após avaliação dos órgãos de assistência social, responsáveis pela comprovação de residência anterior, existência de familiares ou outros laços comunitários no destino indicado pelo solicitante. A medida busca viabilizar a reintegração familiar e comunitária de indivíduos em condição de rua ou sem meios financeiros para custear o retorno.

Caso aprovado, o programa poderá ser executado em parceria com secretarias municipais, entidades filantrópicas e demais instituições que atuam no atendimento a populações socialmente vulneráveis. O vereador argumenta que a iniciativa reduzirá a sobrecarga nos serviços locais de acolhimento, ao mesmo tempo em que oferecerá alternativa humanitária para aqueles que queiram restabelecer vínculos fora da cidade.

O debate na Câmara ainda não tem data definida para votação, mas a expectativa é de que o projeto integre a pauta do Legislativo antes do recesso de julho. Se obtiver maioria simples, seguirá para sanção do Executivo municipal. A eventual regulamentação exigirá definição de critérios operacionais, valor máximo por beneficiário e dotação orçamentária específica.

Com a liberação dos recursos do Fundo Eleitoral, o arquivamento da ação contra Reinaldo Azambuja e a intensificação da agenda de Eduardo Riedel, o cenário político de Mato Grosso do Sul e do país entra em nova fase de ajustes. Os partidos agora se organizam para distribuir internamente as verbas de campanha, enquanto lideranças locais avançam em iniciativas sociais e na preparação para disputas futuras.

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