A Prefeitura de Campo Grande concluiu um mapeamento detalhado dos estabelecimentos que compõem a economia noturna na área central da capital sul-mato-grossense. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), percorreu a Rua 14 de Julho e trechos adjacentes com objetivo preventivo, orientativo e de diagnóstico.
Equipes técnicas visitaram bares, restaurantes, casas de entretenimento e outras atividades noturnas para reunir informações sobre a situação de cada empreendimento. O levantamento verificou a validade das licenças de funcionamento, avaliou níveis de emissão sonora, inspecionou a ocupação de calçadas e vias públicas, além de registrar aspectos gerais do ordenamento urbano. Paralelamente, foram identificadas ocorrências que interferem na convivência entre moradores, comerciantes e frequentadores, como perturbação do sossego, descarte irregular de resíduos, uso inadequado de áreas públicas e relatos de consumo de entorpecentes em espaços abertos.
Segundo a administração municipal, o trabalho também teve caráter educativo. Os agentes explicaram aos proprietários as exigências previstas em legislação ambiental, sanitária e urbanística, reforçando a necessidade de licença atualizada, controle de ruído dentro dos limites estabelecidos e correta destinação de lixo. Além disso, foram reforçadas orientações sobre mobiliário externo, colocação de mesas e cadeiras em calçadas, acessibilidade e horários de funcionamento. A abordagem buscou, desde o início, evitar autuações imediatas, priorizando a coleta de dados para posterior diálogo com o setor privado.
Concluída a etapa de campo, a Semades iniciará reuniões com empresários e representantes dos estabelecimentos mapeados. O cronograma de encontros prevê a apresentação dos resultados, a exposição das irregularidades mais recorrentes e a discussão de medidas corretivas a curto e médio prazo. Entre os temas que devem integrar a pauta estão adequações acústicas, implantação de programas de coleta seletiva, reorganização do uso de espaços externos e ações conjuntas de segurança preventiva. A secretaria informa que pretende formular um plano de regularização compartilhado, com prazos definidos e acompanhamento técnico contínuo.
A prefeitura ressalta que a proposta não se limita à fiscalização. O objetivo central é fortalecer a economia noturna, setor que gera empregos diretos e indiretos, impulsiona o turismo local e contribui para a movimentação do centro fora do horário comercial. Ao mesmo tempo, a gestão municipal busca assegurar que a expansão desse segmento ocorra em consonância com a qualidade de vida dos residentes, a preservação do patrimônio público e o equilíbrio ambiental. Para isso, a administração avalia que estabelecer regras claras e oferecer suporte técnico são estratégias fundamentais para criar um ambiente urbano mais organizado, seguro e atrativo.

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Após a fase de diálogo, a Semades deverá monitorar o cumprimento dos acordos firmados. Caso persistam infrações, poderão ser aplicadas penalidades previstas em lei, variando de notificações e multas até suspensão de atividades. Entretanto, o secretário da pasta aponta que a expectativa é alcançar alta adesão voluntária às orientações, reduzindo conflitos e evitando medidas punitivas. O município estuda, ainda, a possibilidade de ampliar o mapeamento para outros corredores comerciais noturnos de Campo Grande, adotando o mesmo modelo de abordagem preventiva seguido na região central.
O levantamento, na avaliação da prefeitura, oferece um retrato atualizado do funcionamento da economia noturna, permitindo identificar gargalos estruturais e potenciais de crescimento. A administração municipal acredita que a troca de informações estruturada com o setor privado contribuirá para padronizar procedimentos, melhorar a experiência de quem frequenta os estabelecimentos e diminuir impactos negativos sobre o entorno residencial. Com isso, a gestão espera consolidar a imagem do centro como polo de lazer, gastronomia e cultura, conciliando geração de renda e ordenamento urbano.








