Prefeitura de Campo Grande anunciou aporte emergencial de R$ 4 milhões à Santa Casa, após o hospital comunicar redução de atendimentos, suspensão de cirurgias eletivas e consultas ambulatoriais.
Situação crítica
A Santa Casa informou que suspendeu cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais, priorizando urgências. O hospital enfrenta escassez de medicamentos, insumos e materiais, possuindo apenas um kit de circulação extracorpórea reservado a um paciente internado. A equipe de cirurgias cardíacas pediátricas, única no estado, pode deixar a instituição, e médicos autônomos permanecem sem pagamento há quatro meses.
A decisão foi tomada na quinta‑feira (3) em reunião com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e da Santa Casa. O recurso será destinado à compra de insumos e será disponibilizado nos próximos dias, após assinatura de termo aditivo.
A Sesau criou uma força‑tarefa imediatamente após o comunicado. Em menos de 24 horas, equipes técnicas e de contratos avaliaram alternativas para reduzir impactos ao SUS. Reuniões técnicas diárias entre Sesau, SES e Santa Casa foram instituídas para monitorar leitos, recursos e necessidades urgentes.
Além disso, a Sesau está mobilizando outros hospitais contratados pelo SUS para ampliar vagas e capacidade de atendimento de forma temporária, bem como avaliando a reorganização de recursos e a contratação de serviços externos quando necessário.
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, ressaltou que a prioridade é proteger o usuário do SUS, mantendo o diálogo e o planejamento integrado. A prefeitura acompanhará a execução dos serviços contratados e adotará novas medidas caso a oferta de atendimento sofra alterações.








