Uma empilhadeira desprendida de uma carreta interrompeu parcialmente o fluxo de veículos na tarde desta segunda-feira, 5 de fevereiro, na avenida Ranulpho Marques Leal, no bairro Jardim Alvorada, em Três Lagoas (MS). A ocorrência, registrada pouco depois do horário de almoço, mobilizou equipes da Polícia Militar e do Departamento Municipal de Trânsito (Deptran) e obrigou motoristas a trafegar em meia pista até a retirada do equipamento.
De acordo com as informações colhidas no local pelas autoridades, a máquina era transportada em uma carreta do tipo sider, estrutura que utiliza lonas laterais no lugar de paredes rígidas. O comboio seguia no sentido leste-oeste da via quando passou por um quebra-molas nas proximidades do cruzamento com a rua Coronel Augusto Corrêa da Costa, a poucos metros do Estádio Municipal Benedito Soares da Motta, conhecido como Madrugadão. Ao transpor o redutor de velocidade, a empilhadeira se soltou dos pontos de amarração e tombou da carroceria, ficando parcialmente sobre a faixa destinada aos veículos que seguiam na direção do centro da cidade.
O incidente não deixou feridos. Ainda assim, o equipamento de grande porte permaneceu sobre a pista e exigiu atenção redobrada dos condutores que percorriam a Ranulpho Marques Leal, uma das principais artérias de ligação entre bairros residenciais e a região comercial de Três Lagoas. Para evitar acidentes secundários, agentes do Deptran posicionaram cones e fitas de isolamento e passaram a orientar o tráfego, conduzindo os motoristas a um sistema de revezamento em meia pista enquanto a remoção era organizada.
Como a empilhadeira possui peso e dimensões consideráveis, o transporte até um local seguro requereu apoio especializado. Um caminhão munk – equipado com guindaste hidráulico – foi acionado para erguer a máquina e recolocá-la em posição adequada. Simultaneamente, chegou ao ponto de ocorrência um caminhão do tipo prancha, destinado a cargas pesadas, que recebeu a empilhadeira após o içamento. A operação de içamento e transbordo demandou cuidados específicos para evitar danos adicionais ao equipamento e preservar a integridade dos profissionais envolvidos.
Durante todo o procedimento, o fluxo no sentido São Paulo-Três Lagoas operou com apenas uma faixa liberada. A restrição resultou em formação de filas e redução da velocidade média dos veículos, sobretudo no horário em que muitos trabalhadores retornavam do intervalo de almoço. Apesar da lentidão, não foram registrados abalroamentos ou outras intercorrências relacionadas ao congestionamento temporário.
Depois de concluída a transferência da empilhadeira para a prancha, equipes da Polícia Militar e do Deptran realizaram inspeção visual na pista para verificar a presença de óleo, fragmentos metálicos ou qualquer resíduo que pudesse comprometer a segurança viária. Com a confirmação de que a área estava em condições ideais de circulação, o bloqueio parcial foi desfeito e o tráfego retomou gradualmente seu ritmo normal.
Informações preliminares indicam que a soltura do equipamento pode ter sido causada pelo impacto no quebra-molas aliado a eventual folga nos dispositivos de fixação. A verificação detalhada das circunstâncias caberá às autoridades de trânsito e, se necessário, ao órgão de fiscalização do transporte de cargas, que poderá avaliar eventuais responsabilidades por inadequação no amarrio da empilhadeira ou na distribuição de peso sobre a carreta sider.
A avenida Ranulpho Marques Leal concentra grande fluxo diário de veículos leves e pesados e serve de corredor para transporte de mercadorias entre a área industrial e o perímetro urbano de Três Lagoas. Por esse motivo, incidentes que afetam a plena operacionalidade da via tendem a repercutir rapidamente na mobilidade local. Neste episódio, a pronta intervenção das equipes de trânsito e a ausência de vítimas contribuíram para que a situação fosse resolvida em intervalo relativamente curto, evitando reflexos mais severos em outras avenidas do entorno.
Encerrada a remoção da empilhadeira e restabelecida a sinalização original, a carreta responsável pelo transporte foi liberada para seguir viagem, enquanto a máquina permanecerá sob responsabilidade de seu proprietário até que sejam adotadas medidas de segurança adequadas para um novo deslocamento. Tanto a Polícia Militar quanto o Deptran reforçaram a orientação para que transportadores revisem periodicamente os sistemas de fixação de cargas, sobretudo em veículos abertos ou equipados com lonas laterais, a fim de prevenir ocorrências semelhantes.









