Moradores de Rio Verde de Mato Grosso, a 194 quilômetros de Campo Grande, acompanharam a virada de 2025 para 2026 sob um céu iluminado por centenas de drones. O show, promovido pela prefeitura, aconteceu na Praça das Américas e substituiu as tradicionais queimas de fogos, reunindo famílias e visitantes em um dos principais pontos de encontro do município.
A apresentação teve como tema o bioma pantaneiro e foi dividida em sequências de imagens formadas pelas luzes dos equipamentos. Ao longo de cerca de dez minutos, figuras de uma onça-pintada, uma capivara e um tuiuiú apareceram em diferentes posições e cores, provocando aplausos do público. Em seguida, os drones desenharam a silhueta de um pantaneiro segurando um berrante, referência ao cotidiano no interior de Mato Grosso do Sul.
O espetáculo começou poucos minutos antes da contagem regressiva para o Ano-Novo. À medida que o relógio avançava, os desenhos mudavam de forma sincronizada, criando um painel dinâmico sobre a praça. No momento exato da virada, as luzes se reorganizaram para exibir o número “2026”, encerrando a coreografia.
Parte dos espectadores ocupou o centro da praça, enquanto outros se espalharam pelas ruas próximas e mirantes improvisados. Muitas pessoas registraram a apresentação com celulares, e os vídeos circularam nas redes sociais ainda durante a madrugada. As imagens ganharam destaque em grupos locais e perfis dedicados a divulgar eventos culturais da região.
Segundo a administração municipal, a opção pelos drones tem como objetivo oferecer uma alternativa visualmente impactante sem o ruído e os resíduos provocados por fogos de artifício convencionais. O formato, além de reduzir o estresse em animais domésticos e silvestres, permite criar representações que dialogam com a identidade cultural do município.
Ao adotar referências do Pantanal, o show buscou reforçar a conexão de Rio Verde de Mato Grosso com o bioma. A onça-pintada, por exemplo, é considerada um dos principais símbolos da fauna local, enquanto a capivara e o tuiuiú reforçam a variedade de espécies que habitam áreas alagadas. Já a figura do pantaneiro com berrante remete ao trabalho cotidiano de pecuaristas e à tradição das comitivas que atravessam a planície durante o transporte de gado.
Antes do início da exibição aérea, a prefeitura montou estrutura de som e iluminação no palco principal da praça, onde DJs e bandas regionais tocaram repertório variado. A programação musical serviu de aquecimento para a sequência formada pelos drones, mantendo o fluxo de público no centro até depois da meia-noite.
Durante a transmissão ao vivo realizada em telões instalados no local, técnicos explicaram como os equipamentos foram programados. Cada drone recebeu coordenadas específicas para garantir que as formações ocorressem sem colisões, requisito fundamental para criar imagens nítidas a olho nu. A sincronia foi controlada por software, que calculou tempo, posição e cor das luzes LED em tempo real.
Ao término da apresentação, autoridades municipais agradeceram a presença do público e destacaram a intenção de incluir espetáculos semelhantes no calendário de eventos oficiais. De acordo com os organizadores, a receptividade dos moradores será levada em conta na avaliação sobre futuras edições, especialmente em datas como aniversário da cidade e festividades juninas.
Com o fim das atividades na praça, o fluxo de veículos no entorno foi liberado gradualmente pela Guarda Municipal. Não houve registro de incidentes relacionados ao evento, e a limpeza da área começou na madrugada, envolvendo equipes de manutenção urbana. Para muitos participantes, o Réveillon marcado pelas figuras do Pantanal reforçou o caráter comunitário da celebração e inaugurou o ano de 2026 com uma experiência visual inédita no município.









