Um homicídio seguido de morte do principal suspeito mobilizou as forças de segurança de Sidrolândia, município localizado em Mato Grosso do Sul, na tarde desta terça-feira, 30 de dezembro. A sequência de eventos teve início no distrito de Quebra-Coco, onde Josevaldo Silva foi baleado e não resistiu aos ferimentos. O autor do disparo, identificado como Isaías, ex-companheiro da namorada de Josevaldo, apareceu pouco depois morto dentro de um automóvel na saída da cidade.
De acordo com as informações preliminares reunidas pela Polícia Militar, o crime teria sido motivado por ciúmes. Testemunhas relataram que Isaías não aceitava o término do relacionamento com a ex-companheira e uma possível aproximação dela a Josevaldo. Ainda segundo essas testemunhas, momentos antes do disparo fatal houve uma discussão em via pública entre os dois homens. A briga rapidamente escalou, levando Isaías a sacar uma arma de fogo e atirar contra a vítima.
Após o ataque, Isaías fugiu do local em um Toyota Corolla preto. Enquanto se afastava, ele utilizou redes sociais para divulgar áudios de despedida, sugerindo a intenção de cometer suicídio. Os registros foram publicados poucos minutos depois do homicídio e chegaram às autoridades por meio de amigos e familiares que, ao ouvirem o conteúdo, tentaram alertar a polícia sobre a possível localização do suspeito.
As buscas se concentraram nas saídas de Sidrolândia, ponto por onde Isaías poderia deixar a região. Aproximadamente meia hora após o homicídio, uma equipe policial localizou o Corolla parado às margens de uma estrada vicinal. No interior do automóvel, Isaías foi encontrado com um ferimento de arma de fogo na cabeça e já sem sinais vitais. A arma supostamente utilizada nos dois disparos foi recolhida no banco do passageiro.
O perímetro em torno do veículo foi imediatamente isolado para o trabalho da perícia. Peritos fotografaram o cenário, coletaram impressões digitais e analisaram a trajetória do projétil que atingiu Isaías. Os exames iniciais indicam que o tiro que o matou foi disparado à queima-roupa, reforçando a hipótese de suicídio. Entretanto, a Polícia Civil afirmou que a conclusão só será confirmada após laudo pericial definitivo.
No local do primeiro crime, em Quebra-Coco, a vítima Josevaldo foi socorrida por moradores, mas não resistiu antes mesmo da chegada de atendimento de emergência. O corpo ficou sob responsabilidade do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), que realizará exames para determinar a causa exata da morte e o calibre da munição empregada. Esses dados serão comparados com o armamento apreendido no carro de Isaías.
Familiares de Josevaldo prestaram depoimento na delegacia de Sidrolândia. Segundo eles, o relacionamento entre Josevaldo e a ex-companheira de Isaías havia começado há poucas semanas. Apesar do curto período, os parentes afirmaram que o casal vinha sofrendo ameaças veladas do suspeito. A polícia tentará confirmar essas declarações analisando conversas e registros telefônicos do investigado e da ex-namorada.
As autoridades também pretendem ouvir todas as testemunhas que presenciaram a discussão anterior ao disparo em Quebra-Coco. O objetivo é reconstruir a dinâmica da agressão, estabelecer o número de tiros disparados e verificar se houve premeditação. Investiga-se ainda a possibilidade de Isaías ter agido sob efeito de álcool ou outra substância, dado que, segundo relatos, ele apresentava comportamento alterado nos dias que antecederam o crime.
A Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia instaurou inquérito para apurar os dois óbitos. As diligências incluem análise balística, exame de resíduos de pólvora, coleta de imagens de câmeras de segurança e perícia nos aparelhos eletrônicos de ambos os envolvidos. Enquanto aguarda os laudos técnicos, a polícia mantém a linha investigativa centrada no crime passional motivado por ciúmes, mas não descarta outras vertentes que possam surgir no decorrer da apuração.
Até o momento, não há indícios de participação de terceiros nos fatos. O caso continuará sob investigação e, conforme os resultados periciais forem concluídos, a Polícia Civil deverá encaminhar o inquérito ao Ministério Público para as providências cabíveis.









