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Riedel confirma intenção de manter Barbosinha como vice e menciona continuidade de obras em Mato Grosso do Sul

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), declarou nesta quarta-feira, 6 de março, que pretende disputar a reeleição mantendo o atual vice-governador, José Carlos Barboso, o Barbosinha, como companheiro de chapa. A confirmação foi dada durante entrevista ao programa Microfone Aberto, transmitido pela rádio Massa FM Campo Grande a partir do estúdio móvel RCN Mob, posicionado em frente à Governadoria, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Riedel ressaltou que a formalização da candidatura só ocorrerá na convenção partidária prevista para julho, mas indicou não haver, por enquanto, alternativas à permanência de Barbosinha na composição majoritária. “O Barbosinha é o vice-governador, tem tudo para continuar como vice-governador”, afirmou. Segundo o chefe do Executivo sul-mato-grossense, a decisão reflete a estratégia de assegurar continuidade administrativa e estabilidade política durante o próximo ciclo de gestão.

Ao longo da conversa, o governador detalhou ações e projeções de infraestrutura consideradas prioritárias para o Estado. Ele enfatizou que o planejamento atual preserva como eixos centrais a expansão logística e o crescimento econômico sustentável. Entre as iniciativas mencionadas, estão obras de pavimentação, modernização de rodovias e investimentos voltados à integração de modais de transporte para facilitar o escoamento da produção agroindustrial.

Riedel apontou que essas intervenções são resultado de um cronograma estabelecido logo no início do mandato, com foco na atração de novos empreendimentos e na geração de empregos. De acordo com o governador, a melhoria da malha viária interna e das rotas de acesso a portos e centros de distribuição deve reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade de Mato Grosso do Sul em mercados nacionais e internacionais.

Sobre o cenário político, Riedel classificou-se formalmente como pré-candidato à reeleição. Ele frisou que a definição oficial depende do cumprimento do calendário eleitoral, mas acrescentou que o tema vem sendo discutido com lideranças regionais e dirigentes partidários. Na avaliação do governador, manter Barbosinha na vice facilita a execução de projetos em andamento, uma vez que ambos participam das principais decisões administrativas desde o início da atual gestão.

Barbosinha, que já exerceu mandatos legislativos e comandou a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado antes de assumir a Vice-Governadoria, tem atuado em agendas relacionadas a infraestrutura hídrica e segurança. A permanência dele na chapa, segundo Riedel, garante coesão interna e sinaliza ao eleitorado a intenção de preservar políticas iniciadas em 2023, entre elas programas de desenvolvimento regional e parcerias público-privadas para obras estruturantes.

Durante a entrevista, realizada dentro do RCN Mob — unidade móvel do Grupo RCN montada para possibilitar transmissões externas —, Riedel respondeu a perguntas dos apresentadores sobre os impactos socioeconômicos das obras em curso. Ele mencionou, por exemplo, frentes de trabalho distribuídas em diferentes regiões e relatou expectativas de conclusão de projetos logísticos ainda no primeiro semestre. O governador reforçou que a administração estadual busca equilíbrio fiscal para custear investimentos sem comprometer o orçamento destinado a saúde, educação e segurança.

Indagado sobre desafios futuros, Riedel citou a necessidade de manter o ritmo das obras, aperfeiçoar políticas de atração de empresas e acompanhar transformações tecnológicas no agronegócio — principal motor da economia sul-mato-grossense. Ele argumentou que a continuidade na chefia do Executivo, associada à recondução de Barbosinha, ofereceria condições favoráveis para execução integral do plano de governo, que engloba, além de infraestrutura, iniciativas na área ambiental e de inclusão social.

Ao encerrar a participação no Microfone Aberto, o governador reiterou que a equipe trabalha para garantir transparência nos processos e eficiência na aplicação de recursos públicos. Reforçou, ainda, que a definição de coligações e eventuais ajustes no projeto eleitoral dependerão das negociações internas dos partidos envolvidos e da legislação vigente. Até lá, afirmou, o foco continua sendo a entrega de obras e a manutenção de indicadores econômicos positivos no Estado.

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