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Jornalista sul-mato-grossense estreia na literatura e confirma presença na Bienal do Livro de São Paulo

São Paulo (SP) – Conhecida pela atuação em redações impressas, televisivas e institucionais em Mato Grosso do Sul e na capital paulista, a jornalista Ana Maria Rodrigues Barbosa amplia o campo de trabalho e passa a dialogar com o público como escritora. A profissional participará de quatro projetos coletivos que serão lançados durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, marcada para ocorrer de 4 a 13 de setembro de 2026 no Distrito Anhembi.

O primeiro título que chegará às mãos dos leitores é a antologia Mundo dos Sonhos 2, publicada pela editora Lura. Na coletânea, Ana Maria assina o conto infantil Os segredos do escuro, história de Joca, um menino de oito anos que teme o instante em que as luzes se apagam. A narrativa apresenta recursos lúdicos e revela pequenos segredos que ajudam o personagem a enfrentar o medo noturno.

Pela editora Articule, a jornalista integra outras duas compilações. Em Vozes Narrativas, os textos vêm acompanhados de QR Code que direciona o leitor para versões em áudio, recurso pensado para ampliar a acessibilidade. Nesse volume, Ana Maria publica os poemas em prosa Fala Comigo, Manoel e Fala Comigo, João, que evocam a influência literária de Manoel de Barros e João Guimarães Rosa. Já em Vivências, a autora contribui com o poema Ortodontia, reflexão bem-humorada sobre o processo de envelhecimento feminino, e com a crônica Mensagem Póstuma, texto que pondera a ausência de memória afetiva em relação à avó materna e revisita laços familiares.

Outra obra que terá lançamento organizado diretamente pelas autoras é Entre elas: escritas de mulheres, editada por A Arte da Palavra. No livro, Ana Maria apresenta o poema Imoladas, explorando a condição de ser mulher, tema presente de forma recorrente em sua produção recente.

A presença na Bienal de 2026 sucede um período de reconhecimento público. Em 2025, a jornalista alcançou o primeiro lugar no Prêmio Outono em Vários Tons, promovido pela editora Typus, com a crônica À saúde das coragens tardias, que discute o envelhecimento feminino com leveza. No mesmo ano, conquistou a terceira colocação no Prêmio Primavera Eterna, também da Typus, com o ensaio O que vem antes da palavra – o fenômeno do amor. A editora incluiu ainda a crônica Mensagem Póstuma e o conto Lugar de Fala na antologia Ser Mulher, disponível em plataformas de autopublicação.

Em âmbito nacional, a autora participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2025 com a antologia artesanal Le mins kisses, homenagem ao poeta Paulo Leminski organizada pela Editora Arpillera. Ela também foi finalista em concursos de microcontos que resultaram na publicação de e-books, aproveitando a concisão herdada do jornalismo na criação de narrativas breves.

Ao comentar o momento profissional, Ana Maria afirma que ainda testa diferentes formatos. Para o público infantil e infantojuvenil, reserva contos que mesclam fantasia, natureza e incentivo ao crescimento saudável. Já para leitores adultos, concentra-se em crônicas, ensaios e poesias em prosa, abordando temas como velhice, periferia e vivências femininas, recorrendo à ironia e ao humor para tensionar preconceitos, machismo e etarismo.

A programação da 28ª Bienal destaca debates sobre tecnologia, inclusão e produções literárias indígena, afro-brasileira e de autoria feminina. Nesse cenário, Ana Maria participará de sessões de autógrafos no estande da Articule em 7 de setembro, das 17h às 18h, e em 8 de setembro, das 15h às 16h. Também no dia 8, às 1h, ela recebe o público no espaço da Lura.

Com presença confirmada em um dos maiores encontros literários do mundo, a jornalista sul-mato-grossense reforça a transição da reportagem para a literatura e amplia a circulação dos textos que vem produzindo em parcerias coletivas. O conjunto de lançamentos consolida a etapa inicial da carreira literária, marcada pela diversidade temática e pela preocupação com acessibilidade e representatividade no mercado editorial.