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Interno é detido com cocaína no calçado ao retornar de trabalho externo em Três Lagoas

Um interno da Colônia Penal Industrial Paracelso de Lima Vieira Jesus (CPITL), em Três Lagoas, foi surpreendido com droga escondida no calçado na noite de segunda-feira, 27, ao voltar do serviço externo autorizado. O flagrante ocorreu durante o procedimento de revista de rotina, que utiliza o equipamento Body Scan para identificar objetos proibidos antes da entrada dos custodiados na unidade.

De acordo com a Polícia Penal, a inspeção começou por volta das 18h40, horário em que os trabalhadores retornam à instituição depois das jornadas diárias fora do presídio. O equipamento de escaneamento corporal registrou uma irregularidade na área dos pés do detento e, diante do alerta, os servidores iniciaram uma checagem manual mais detalhada.

Na verificação física, os policiais penais localizaram dois invólucros ocultos dentro dos sapatos do homem. O conteúdo das embalagens totalizou cerca de 47 gramas de substância identificada como análoga à cocaína. O material foi imediatamente apreendido e separado para perícia.

A descoberta levou à lavratura do ato de prisão em flagrante ainda no local. Em seguida, o custodiado foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, acompanhado da droga apreendida e do relatório elaborado pelos agentes responsáveis pela segurança interna. Na delegacia, a ocorrência foi registrada e os procedimentos legais previstos na legislação penal foram iniciados.

Segundo informações repassadas pela administração penitenciária, o uso do Body Scan é parte de um conjunto de protocolos adotados nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul para prevenir a entrada de materiais ilícitos. O aparelho capta imagens de corpo inteiro sem contato físico, permitindo que objetos não autorizados sejam detectados com maior eficiência. A tecnologia é empregada tanto em revistas de visitantes quanto na inspeção de internos que deixam a prisão para atividades externas.

O regime de trabalho externo, previsto na Lei de Execução Penal, autoriza determinados detentos a desempenhar funções fora do estabelecimento em horários específicos, sob condições definidas e monitoramento constante. Ao regressar, cada participante passa por revista individual na portaria da CPITL, procedimento reforçado pelo uso de equipamentos eletrônicos e por protocolos padronizados de segurança.

Para a Polícia Penal, a apreensão realizada na noite de segunda-feira reforça a importância das inspeções sistemáticas. A corporação avalia que a combinação de rondas, revistas pessoais e tecnologias de detecção reduz significativamente a circulação de substâncias ilícitas dentro do sistema carcerário, contribuindo para a manutenção da disciplina e da ordem interna.

Após o registro do flagrante, caberá à Delegacia de Polícia Civil investigar a origem da droga, bem como eventuais envolvidos na tentativa de introdução do entorpecente no presídio. O interno poderá responder a inquérito por tráfico de drogas, infração que, dentro do ambiente prisional, também acarreta sanções disciplinares e pode interferir no cumprimento de benefícios previstos na progressão de regime.

A Colônia Penal Industrial Paracelso de Lima Vieira Jesus mantém fluxo diário de detentos autorizados a trabalhar fora dos muros, atividade considerada parte do processo de ressocialização. A administração informou que continuará aplicando os mesmos critérios de fiscalização nas entradas e saídas, reiterando que as revistas são obrigatórias e abrangem todos os custodiados, independentemente do tempo de pena ou do tipo de atividade exercida no exterior.

Até o encerramento desta reportagem, a Polícia Penal não divulgou a identidade do interno, cumprindo as normas de sigilo estabelecidas para preservar a integridade das investigações em andamento. A droga apreendida permanece à disposição da perícia e do inquérito policial que apura o caso.