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Homem condenado por estupro de vulnerável é preso em Campo Grande para cumprir pena de 14 anos

Um homem condenado definitivamente por estupro de vulnerável foi preso pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul na manhã desta terça-feira (5), em Campo Grande. A captura foi executada pela equipe de capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça após o trânsito em julgado da sentença.

De acordo com o processo, a 7ª Vara Criminal de Competência Especial da Capital determinou que o réu cumpra 14 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime fechado. A decisão se tornou definitiva depois de esgotadas todas as possibilidades de recurso, autorizando a execução imediata da pena.

Entenda o caso

As investigações apontaram que os abusos ocorreram de forma continuada entre os anos de 2013 e 2017. À época, o condenado era padrasto da vítima e utilizava a convivência familiar para cometer os crimes. Os relatos mostram que a adolescente tinha 13 anos quando os primeiros atos de violência sexual foram praticados. Além da pouca idade, a jovem possuía uma condição de saúde que exigia cuidados especiais, o que, segundo a autoridade policial, ampliava sua situação de vulnerabilidade.

Os autos indicam que o autor recorria a manipulação psicológica para intimidar a vítima e manter o silêncio sobre os crimes. Há registro de que ele também oferecia pequenas quantias em dinheiro como forma de suborno, estratégia destinada a inibir eventuais denúncias e prolongar a prática dos abusos.

Denúncia e condenação

O caso chegou ao Ministério Público, que apresentou denúncia à Justiça com base nas provas reunidas pela Polícia Civil. Ao longo da instrução processual, foram ouvidas testemunhas, coletados laudos periciais e analisados documentos que confirmaram a materialidade dos crimes. O conjunto probatório sustentou a condenação em primeira instância, posteriormente confirmada em todas as fases de recurso.

Com o trânsito em julgado, foi expedido o mandado de prisão definitiva, classificado como de natureza condenatória. O documento estipulou a captura imediata do réu para início do cumprimento da pena em estabelecimento prisional de regime fechado.

Operação de captura

A Deam mobilizou agentes do setor de capturas para localizar o condenado. Após levantamento de informações sobre rotina e possíveis endereços, a equipe identificou o local onde ele se encontrava. A abordagem foi realizada sem resistência, informou a corporação. Depois dos procedimentos legais na delegacia, o preso foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Política de enfrentamento

Em nota, a Polícia Civil destacou que a prisão materializa uma das diretrizes prioritárias da instituição no combate à violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes. A corporação ressaltou a importância da execução de decisões judiciais definitivas para evitar a sensação de impunidade e garantir a efetividade da tutela penal.

Contexto jurídico

O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal brasileiro e abrange a prática de atos libidinosos ou conjunção carnal com menor de 14 anos, pessoa que, por enfermidade ou deficiência mental, não tenha o necessário discernimento para a prática do ato ou que, por qualquer outra causa, não possa oferecer resistência. A pena prevista varia de oito a 15 anos de reclusão, podendo ser aumentada em circunstâncias agravantes.

No caso específico, a Justiça considerou a continuidade delitiva, a posição de padrasto e a condição de saúde da vítima como fatores que elevaram a reprimenda para o patamar superior da faixa legal. O magistrado responsável também fixou regime inicial fechado diante da gravidade dos fatos e da extensão do dano causado.

Procedimentos após a prisão

Após a inclusão no sistema penitenciário, o condenado passará por audiência de custódia, exame de corpo de delito e triagem para designação da unidade prisional adequada. A defesa ainda pode pleitear benefícios previstos em lei, como a progressão de regime, desde que atendidos os requisitos objetivos e subjetivos, avaliação que caberá ao Juízo da Execução Penal.

A Polícia Civil reiterou que investigações relacionadas a crimes contra a dignidade sexual continuam em andamento e chamou a atenção para a necessidade de denúncia em casos semelhantes. Canais como o Disque 100, o telefone 180 e as delegacias especializadas em atendimento à mulher permanecem disponíveis para receber informações, inclusive de forma anônima.

Com a prisão efetivada, o processo segue para a fase de execução, etapa em que serão fiscalizados o cumprimento integral da pena e o respeito às condições impostas pela Justiça.

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