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Frente fria provoca chuvas superiores a 100 mm e reduz temperaturas em Mato Grosso do Sul

Uma frente fria avançou sobre Mato Grosso do Sul e, em menos de 72 horas, acumulou volumes de chuva acima de 100 milímetros em várias regiões do estado, ao mesmo tempo em que derrubou as temperaturas. As informações, compiladas pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) com base em medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), foram divulgadas nesta segunda-feira (15).

De acordo com os dados, o maior índice pluviométrico no período foi registrado em Três Lagoas, onde os pluviômetros somaram 123,8 mm. Na capital, Campo Grande, o acumulado chegou a 118,4 mm, enquanto Paranaíba contabilizou 109,6 mm. Esses números colocam os três municípios no topo da lista de precipitações observadas desde o fim da semana até a manhã desta segunda-feira.

Outros pontos do estado também ultrapassaram a barreira dos 100 mm. Bonito registrou 107 mm, Inocência anotou 100,6 mm e Aquidauana totalizou exatos 100 mm. Segundo o Cemtec, esses volumes são considerados elevados para um intervalo de apenas três dias e indicam a intensidade do sistema frontal que cruzou a região centro-oeste.

O mesmo fenômeno que trouxe a chuva favoreceu a entrada de uma massa de ar frio, responsável pela queda acentuada das temperaturas em diversas cidades sul-mato-grossenses. A menor mínima observada nesta segunda-feira ocorreu em Amambai, onde os termômetros marcaram 9 °C. Sete Quedas ficou logo atrás, com 9,1 °C, seguida por Aral Moreira, que registrou 10 °C, e Ponta Porã, com 10,3 °C.

A lista de municípios com temperaturas inferiores a 13 °C inclui ainda Iguatemi, com 10,8 °C, Laguna Carapã, com 11,2 °C, e Dourados, que anotou mínima de 12,9 °C. Em Campo Grande, a menor temperatura do dia foi de 15,7 °C, valor que se mantém abaixo da média habitual para a época do ano na capital.

Segundo o boletim do Cemtec, a combinação de um centro de baixa pressão atmosférica no Paraguai e o avanço da frente fria pelo sul da região centro-oeste favoreceu nuvens carregadas, responsáveis pelas precipitações intensas. Na retaguarda do sistema, a infiltração de ar de origem polar promoveu a queda térmica observada nesta segunda-feira.

O Cemtec informou que os dados de chuva foram coletados em estações automáticas distribuídas pelo Inmet, Cemaden e ANA. Os sensores em funcionamento nas 24 horas monitoram em tempo real a quantidade de precipitação, permitindo a emissão de alertas para possíveis alagamentos ou transbordamentos de rios quando os acumulados ultrapassam limites considerados críticos.

A queda das temperaturas, segundo o centro de monitoramento, também é acompanhada para avaliar eventuais impactos sobre a agricultura e a pecuária, atividades econômicas sensíveis a oscilações bruscas de clima. Para esta semana, a tendência é que o ar frio perca intensidade gradualmente, mas as madrugadas devem permanecer com valores mais amenos em comparação às médias de abril.

Além de acompanhar a dissipação da frente fria, o Cemtec continuará medindo o comportamento dos rios que cortam Mato Grosso do Sul, já que boa parte dos acumulados de chuva ocorreu em bacias hidrográficas que drenam para o Pantanal. Embora, até o momento, não tenham sido relatados transbordamentos relevantes, a persistência de vazões elevadas pode exigir atenção adicional nos próximos dias.

A passagem do sistema frontal reforça a importância do monitoramento contínuo, especialmente em um estado com grande extensão territorial e diversidade climática. O Cemtec orienta a população a acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais para se manter informada sobre possíveis novos alertas de chuva forte ou declínio adicional de temperatura.

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