Um homem identificado como Marcos Aparecido Melo de Souza, de 53 anos, foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira (22) dentro do apartamento onde morava, situado sobre um antigo ponto comercial na Rua Paranaíba, região central de Três Lagoas (MS). O corpo estava em avançado estado de decomposição, e o caso foi inicialmente registrado pela Polícia Civil como morte a esclarecer.
O chamado às autoridades ocorreu depois que moradores e comerciantes notaram um forte odor que se espalhava por parte da via desde o fim de semana. Diante da insistência do cheiro, eles acionaram a Polícia Militar, que chegou ao endereço e constatou a presença do cadáver no interior do imóvel. A localização do corpo gerou intensa movimentação de viaturas, despertando a atenção de pedestres e lojistas devido ao grande fluxo de pessoas na área central da cidade.
Ao entrarem no apartamento, os policiais encontraram o morador caído e já sem sinais vitais. A identificação de Marcos Aparecido Melo de Souza foi realizada ainda no local, com base em documentos pessoais. A condição do corpo indicava que a morte havia ocorrido alguns dias antes da descoberta, hipótese reforçada pela informação de que o mau cheiro começou a ser percebido no sábado (18).
Após a confirmação do óbito, equipes da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), da Seção de Investigações Gerais (SIG) e da Polícia Científica foram acionadas. Os peritos realizaram fotografias, coleta de vestígios e demais procedimentos técnicos para preservar possíveis evidências que auxiliem a determinar as circunstâncias da morte. Todo o material levantado será anexado ao inquérito policial conduzido pela Polícia Civil.
Concluída a perícia inicial, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Três Lagoas. No instituto, o exame necroscópico deverá estabelecer a causa da morte e estimar com maior precisão a data do óbito. Esses resultados laboratoriais, somados aos laudos de local, serão fundamentais para orientar as próximas etapas da investigação.

Imagem: Divulgação
A Polícia Civil informou que, por enquanto, não há indícios suficientes para classificar o caso como morte natural, acidental ou violenta. Relatos de vizinhos e de pessoas que frequentam a região serão colhidos para verificar se houve movimentação atípica no prédio ou qualquer sinal de arrombamento. Os investigadores também pretendem analisar câmeras de segurança instaladas nos arredores, caso existam gravações disponíveis do período compreendido entre sábado (18) e quarta-feira (22).
Enquanto aguardam os laudos periciais, os agentes trabalham na coleta de documentos médicos e no levantamento do histórico de saúde da vítima. Informações sobre eventuais doenças pré-existentes ou uso de medicamentos podem contribuir para a elucidação do caso, caso não sejam encontradas evidências de ação criminosa. A família de Marcos Aparecido Melo de Souza foi avisada sobre a morte e deverá prestar depoimento nos próximos dias.
Até a conclusão dos exames e do inquérito, permanece a classificação de morte a esclarecer. A Polícia Civil de Três Lagoas reforçou que qualquer informação capaz de auxiliar nas investigações pode ser repassada de forma anônima às unidades policiais responsáveis.







